O governo federal pretende avançar ainda este ano na proposta que reduz a jornada de trabalho da escala 6×1. A afirmação foi feita pelo ministro Guilherme Boulos durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O debate reuniu ministros, parlamentares, centrais sindicais e representantes do setor produtivo para discutir os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes, que prevê mudanças na jornada semanal de trabalho no país.
Ao defender a proposta, Boulos rebateu críticas de que a redução da carga horária poderia afetar a produtividade das empresas. Segundo ele, trabalhadores menos exaustos tendem a produzir mais e ter melhor desempenho profissional. Para cidades comerciais como Conselheiro Lafaiete, o tema ganha destaque por envolver diretamente setores que operam com jornadas extensas no comércio, serviços e indústria.
Representando parte do setor empresarial mineiro, o economista João Gabriel Pio, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, apresentou argumentos contrários à mudança. Segundo ele, estudos internacionais apontariam efeitos negativos sobre o emprego e resultados limitados em relação ao crescimento da renda e da produtividade.
A proposta de transição da escala 6×1 para a 5×2, visa reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. O parecer sobre a proposta deve ser apresentado na próxima segunda-feira (25), com votação prevista no plenário da Câmara dos Deputados nos dias seguintes.
