Onze dos 13 vereadores de Conselheiro Lafaiete realizaram, na tarde desta quinta-feira (14), uma visita de fiscalização à UPA 24h do município. A ação ocorreu após diversas reclamações de usuários sobre a demora no atendimento da unidade. A mobilização ocorreu após sugestão do vereador Erivelton Jayme ao final da sessão ordinária.
Na sala de espera, os parlamentares ouviram relatos de pacientes que aguardavam até quatro horas por atendimento, além de queixas envolvendo idosos sem prioridade e outras dificuldades enfrentadas pelos usuários.
Em seguida, os vereadores participaram de uma reunião com a secretária adjunta de Saúde, Danielle Willia Santhiago Caixeta, e com o diretor da UPA, Giovanni Max de Assis Pereira. Durante o encontro, foram apresentados argumentos já conhecidos pela população e edis, como o grande fluxo de pacientes, inclusive de cidades da região, já que a unidade funciona em sistema de porta aberta. A direção também apontou fatores como a sazonalidade, que aumenta os casos de problemas respiratórios nesta época do ano, além do crescimento da procura pelo Sistema Único de Saúde (SUS), motivado por empresas que deixaram de oferecer planos de saúde aos funcionários.
Os vereadores, no entanto, cobraram melhorias efetivas no atendimento das unidades de Estratégia de Saúde da Família, conhecidas popularmente como PSFs. Segundo os representantes da Secretaria de Saúde, todas as unidades contam atualmente com pelo menos um médico, mas ainda existem dificuldades para substituição de profissionais durante períodos de férias.
Outro tema discutido foi um projeto que ainda está em fase de estudo para descentralizar a aplicação de medicação externa atualmente realizados na UPA. A proposta prevê que pacientes que hoje procuram a unidade apenas para receber medicações (como o Noripurum), possam ser atendidos diretamente em postos de saúde. Ainda não há definição sobre quais unidades seriam responsáveis por esse atendimento, no entanto não seriam todos os postos. A previsão é que esta opção se inicie em agosto.
Para os vereadores, a visita surpresa é legítima e faz parte do papel de fiscalização do Legislativo. Segundo eles, diante das reclamações da população, é dever dos parlamentares ouvir os usuários, fiscalizar os serviços públicos e buscar soluções para melhorar o atendimento na saúde municipal.
