O Governo de Minas anunciou o encerramento definitivo do antigo Hospital Colônia de Barbacena. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (27), pelo governador Mateus Simões durante agenda oficial no município. A previsão é que, ainda em maio, os últimos 12 moradores assistidos na unidade sejam transferidos para outro equipamento de saúde local, concluindo o processo de desativação da estrutura.
Ao longo das últimas décadas, o complexo passou por mudanças profundas, acompanhando a política de reforma psiquiátrica adotada no país. O espaço deixou gradualmente de exercer o papel que o tornou conhecido nacionalmente, quando esteve no centro de debates sobre saúde mental e direitos humanos. Hoje, além das atividades assistenciais remanescentes, parte do local abriga o Museu da Loucura, criado para preservar registros históricos e manter viva a memória de um período marcante da saúde pública brasileira.
O encerramento representa o fechamento administrativo e simbólico de um ciclo histórico que influenciou a forma de pensar o tratamento em saúde mental no Brasil. A transferência dos últimos moradores marca a conclusão de uma etapa iniciada com a implementação de políticas voltadas ao cuidado comunitário e ao acolhimento humanizado. A medida também reforça a substituição gradual de antigos modelos de internação por estruturas que priorizam acompanhamento contínuo e integração social.
Para Barbacena, cuja história esteve diretamente ligada ao funcionamento do Colônia, o momento tem forte peso histórico. O fim definitivo da unidade consolida uma nova fase na organização dos serviços de saúde mental e encerra uma trajetória que projetou o município no debate nacional sobre assistência psiquiátrica e direitos humanos.
