O estado de Minas Gerais iniciou 2026 sob forte pressão nas contas públicas após registrar o segundo maior déficit previdenciário do país e atingir o limite de gastos com pessoal permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. No primeiro bimestre deste ano, o rombo no regime próprio de previdência somou cerca de R$ 2,3 bilhões, enquanto as despesas com servidores chegaram a 49% da Receita Corrente Líquida, índice máximo autorizado para o Poder Executivo estadual.
Os dados constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados e do Distrito Federal, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional com base em informações enviadas ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro.
O déficit previdenciário representa a diferença entre o valor arrecadado com contribuições e o montante pago a aposentados e pensionistas. Quando o resultado é negativo, o Tesouro estadual precisa cobrir o rombo, o que reduz a disponibilidade de recursos para investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O cenário evidencia uma pressão estrutural nas contas públicas, marcada pelo alto custo com servidores inativos e pelo crescimento contínuo das despesas obrigatórias.
A proximidade do limite fiscal restringe novas contratações e reajustes salariais, além de impor maior rigor no controle das despesas, diante de um quadro que exige equilíbrio entre arrecadação e manutenção dos serviços públicos.
