O preço do gás de cozinha voltou a subir em Minas Gerais em abril e já chega a R$ 125 em algumas cidades, pressionando o orçamento das famílias. O reajuste médio foi de 3,3% no estado, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. O aumento ocorre em um momento de alta nos custos básicos e tem impacto direto nas despesas domésticas, principalmente entre famílias de baixa renda.
De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás, a alta é resultado de uma combinação de fatores que afetam toda a cadeia de distribuição. Entre os principais motivos está um leilão realizado pela Petrobras, que comercializou o produto para distribuidoras por valor superior ao preço de importação. O cenário internacional também influencia os custos, com reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado global de petróleo, além do aumento das despesas operacionais das revendas.
Enquanto o preço sobe, programas sociais buscam reduzir o impacto para parte da população. O governo federal iniciou neste ano a liberação do vale-recarga do chamado Gás do Povo para cerca de 4,5 milhões de famílias em todo o país. O benefício atende famílias cadastradas no CadÚnico, com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo, desde que os dados estejam atualizados e o CPF do responsável familiar esteja regular.
Na prática, as famílias selecionadas recebem um vale que garante a recarga gratuita do botijão de 13 quilos em revendedoras credenciadas. A retirada é feita mediante validação em sistema online, com diferentes formas de identificação para facilitar o acesso ao benefício em diversas regiões. O aumento recente e a busca por alternativas de apoio social evidenciam o peso do gás de cozinha no custo de vida das famílias mineiras.
