A implantação recente de novos sistemas de semáforos no centro de Conselheiro Lafaiete tem gerado debate sobre segurança viária. Moradores e condutores apontam falhas operacionais, ausência de campanhas educativas e dificuldades de adaptação após décadas de um modelo antigo de circulação. O problema não se resume à tecnologia instalada, mas ao modo como as mudanças foram conduzidas e apresentadas ao público.
A crítica recorrente envolve a falta de sincronização eficiente entre semáforos próximos. Estudos técnicos indicam que, quando a distância entre sinais é inferior a 400 metros, a sincronização passa a ser considerada obrigatória para evitar retenções e riscos de acidentes. Entre 400 e 600 metros, a prática ainda é recomendável, conforme características do fluxo e da via. Sem esse ajuste, cresce o chamado efeito “para e anda”, que aumenta o tempo de viagem, eleva o consumo de combustível e amplia a possibilidade de colisões e atropelamentos.
Além da engenharia de tráfego, especialistas em mobilidade urbana defendem que mudanças desse porte exigem campanhas educativas consistentes. A adoção de sistemas como a chamada “onda verde” depende não apenas da programação dos sinais, mas do comportamento do condutor e do pedestre, que precisam entender novas regras de prioridade e tempos de travessia.
Municípios que implantaram sincronização semafórica associaram as alterações a ações informativas para reduzir conflitos e garantir maior segurança no trânsito. Sem informação clara, a população reage com insegurança e desconfiança, enquanto erros iniciais na implantação tendem a se transformar em riscos permanentes nas ruas.
