O Governo de Minas divulgou nesta terça-feira (14) o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti de 2026. O estudo aponta que 422 municípios mineiros estão em situação de alerta para infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Apesar disso, o estado registra, até o momento, menos casos das doenças em comparação com anos anteriores.
Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde e fazem parte do monitoramento realizado entre janeiro e março deste ano. O levantamento avalia a presença de larvas do mosquito e orienta as ações de combate realizadas pelos municípios e pelo estado, especialmente no período sazonal que vai de outubro a maio, quando o número de casos costuma aumentar.
Entre os municípios que participaram do levantamento, 213 apresentaram índice considerado satisfatório, com infestação igual ou inferior a 0,99%. Outros 422 municípios ficaram em situação de alerta, com índices entre 1% e 3,9%. Já 184 cidades foram classificadas em situação de risco, com índice igual ou superior a 3,9%, o que exige atenção redobrada das equipes de vigilância.
Segundo o boletim epidemiológico divulgado na mesma data, Minas Gerais registra até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026 cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. O aumento observado nas últimas semanas segue o padrão esperado para o período chuvoso, quando a proliferação do mosquito é favorecida.
Mesmo com a sazonalidade, o estado aponta tendência de redução em relação aos anos anteriores. A queda nos registros é atribuída ao reforço das ações de vigilância e ao uso de novas tecnologias no monitoramento do mosquito. Entre as medidas adotadas estão a ampliação da oferta de exames laboratoriais, o apoio direto aos municípios e o uso de drones e armadilhas inteligentes para identificar focos do inseto.
O levantamento reforça a necessidade de manter medidas simples dentro das residências e áreas externas, como eliminar recipientes com água parada, limpar calhas e manter caixas d’água fechadas. Essas ações seguem sendo fundamentais para reduzir a infestação e evitar novos casos durante o período de maior incidência das doenças.
