Moradores do bairro São Francisco realizaram uma nova manifestação em Ouro Branco, para cobrar a retomada das obras da ponte que desmoronou após fortes chuvas e segue sem solução definitiva há anos. O protesto ocorreu nas proximidades do local onde a estrutura caiu, bloqueando parte importante do acesso ao bairro e alterando a rotina da população.
A mobilização reuniu moradores que convivem diariamente com os impactos da interrupção da via. O principal pedido foi a retomada imediata das obras e a definição de um cronograma claro para conclusão da ponte, considerada essencial para o deslocamento de veículos e pedestres.
O desabamento ocorreu ainda durante a gestão do ex-prefeito Hélio Campos, após um período de chuvas intensas que comprometeram a estrutura. Desde então, a obra passou por diferentes fases administrativas, mas permanece sem conclusão, o que tem ampliado a insatisfação popular.

O cenário já havia motivado outros atos simbólicos. Em um dos episódios mais marcantes, moradores chegaram a organizar uma espécie de comemoração pelo aniversário do desabamento da ponte, como forma de protesto contra a demora na solução do problema. A ação repercutiu nas redes sociais e evidenciou o desgaste da relação entre a população e o poder público.
A paralisação prolongada da obra tem provocado transtornos significativos. Com a ponte interditada, motoristas precisam utilizar rotas alternativas, o que aumenta o tempo de deslocamento e gera maior fluxo em ruas residenciais. Moradores relatam riscos constantes, principalmente devido ao aumento do tráfego pesado em áreas próximas a escolas e creches.
Durante a manifestação desta semana, moradores voltaram a criticar a ausência de respostas concretas e cobraram maior presença das autoridades no bairro. O sentimento predominante entre os participantes foi de esgotamento diante das promessas repetidas e da falta de prazos definidos para a conclusão da obra.
O caso, ao longo do tempo, passou a ser utilizado como símbolo de insatisfação popular com a condução administrativa do município. A cobrança pública pela retomada dos trabalhos se intensifica à medida que os impactos da interdição continuam afetando o cotidiano de centenas de famílias.
