Um grupo formado por professores e outros profissionais da educação ocupou o plenário da Câmara Municipal de Lafaiete nesta terça-feira (24), para cobrar melhores condições de trabalho e valorização da categoria. O movimento reuniu servidores que denunciaram defasagem salarial, falta de estrutura nas escolas e reajustes considerados insuficientes por parte do Executivo.
O professor Acílio Ferreira da Costa Júnior, integrante da direção do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Conselheiro Lafaiete (SINSERLAF) e membro do Conselho Municipal de Educação, explicou que a mobilização teve como objetivo abrir diálogo com os vereadores. Segundo ele, a pauta inclui revisão do plano de cargos e salários, pagamento de férias-prêmio, transparência nos recursos do FUNDEB e melhorias nas unidades escolares.
Um dos pontos mais criticados foi o reajuste do vale-alimentação. De acordo com os profissionais, o aumento proposto gira em torno de R$ 25, valor considerado insuficiente diante da alta no custo de vida. Também foi questionado o índice de reajuste salarial (4,6%) apontado como incapaz de recompor perdas acumuladas ao longo dos anos.
Dentro das escolas, os relatos indicam dificuldades que vão além da remuneração. Servidores citaram falta de materiais básicos, necessidade de contribuições informais para manter atividades e problemas estruturais em prédios escolares. Há ainda denúncias de atraso de pagamentos e falhas no crédito do vale-alimentação, o que tem gerado constrangimentos a trabalhadores.

Durante a sessão, os vereadores reconheceram as limitações do Legislativo para propor aumento direto, mas manifestaram apoio às reivindicações.
Os profissionais também reforçaram a necessidade de cumprimento de promessas feitas em campanha por Leandro Chagas, especialmente a revisão do plano de carreira, e dobrar o valor do vale-alimentação. Segundo a categoria, a ausência de progressão adequada impacta diretamente na aposentadoria e na permanência dos profissionais na rede pública.
Uma reunião com o prefeito está prevista para esta quarta-feira (25). O sindicato espera poder apresentar uma pauta mais ampla, com abertura para negociação. A expectativa é de avanço nas tratativas, mas não está descartada a possibilidade de novas mobilizações, caso não haja resposta concreta às demandas.
