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Servidores da educação estadual reivindicam 41,83% de reajuste

17 de março de 2026
in Gerais
Servidores da educação estadual reivindicam 41,83% de reajuste

Foto: ALMG/Arquivo

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Servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais lançam nesta terça-feira (17), a Campanha Salarial 2026 durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. O encontro ocorre às 10 horas, no Plenarinho II, e reunirá representantes da categoria, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a recomposição salarial reivindicada pelos trabalhadores da educação.

A reunião foi solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Casa. O objetivo é ouvir as demandas da categoria e debater propostas relacionadas à valorização da carreira e à política salarial dos profissionais da educação básica.

Organizados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os servidores estão em estado de greve desde (04/03). A paralisação ocorre em meio à reivindicação de recomposição salarial de 41,83% para todas as carreiras da educação básica estadual. Segundo o sindicato, o percentual corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025.

Entre as principais reivindicações da categoria está a extensão do reajuste aos trabalhadores temporários e aos aposentados que não possuem paridade, ou seja, aqueles que não recebem automaticamente os mesmos aumentos concedidos aos servidores da ativa.

Os profissionais também defendem a aplicação do piso salarial nacional do magistério na estrutura das carreiras da rede estadual. A proposta considera os parâmetros definidos pela Portaria nº 82/2026 do Ministério da Educação, com manutenção da proporcionalidade entre os diferentes cargos da carreira.

A pauta inclui ainda críticas à ampliação de parcerias com empresas privadas na gestão de escolas públicas. O sindicato questiona especialmente o leilão de 95 unidades estaduais previsto para (25/03). O modelo de parceria público-privada prevê contrato de 25 anos e investimentos estimados em R$ 5,1 bilhões para infraestrutura e serviços administrativos. O ensino permaneceria sob responsabilidade do Estado.

O debate ocorre em meio à proposta de reajuste de 5,4% apresentada pelo governo. O projeto de lei foi encaminhado à ALMG em (11/03) e prevê recomposição para cerca de 673 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. O texto ainda aguarda leitura em plenário para iniciar tramitação.

A audiência deve contar com a participação da coordenadora-geral do sindicato, Denise de Paula Romano, além de representantes do governo estadual. Foram convidados a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Sílvia Caroline Listgarten Dias, e o secretário de Educação, Rossieli Soares da Silva.

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