A situação do Hospital Bom Jesus voltou ao centro dos debates no plenário da Câmara Municipal de Congonhas durante reunião plenária realizada nesta semana em Congonhas. Vereadores aprovaram uma série de requerimentos que cobram esclarecimentos sobre o funcionamento da rede municipal de saúde, a gestão hospitalar e a qualidade do atendimento prestado à população.
Entre as medidas aprovadas está a convocação da secretária municipal adjunta de Saúde para prestar esclarecimentos no Legislativo. O requerimento 74/2026 prevê que a representante da pasta compareça à Câmara na próxima terça-feira, (10), para apresentar informações sobre a situação da rede municipal e as ações adotadas diante das frequentes reclamações de usuários do sistema de saúde.
Além da convocação, os parlamentares também convidaram a diretoria do Hospital Bom Jesus para participar da reunião e detalhar quais providências estão sendo tomadas para melhorar o atendimento na unidade. O hospital é referência regional e atende pacientes de diversos municípios da região.
Outro ponto aprovado foi o requerimento que solicita um levantamento detalhado da situação financeira e administrativa do hospital. O pedido inclui informações sobre balanços contábeis, fluxo de caixa, contratos firmados, dívidas acumuladas e relatórios de auditorias realizadas nos últimos anos. O objetivo é esclarecer a real condição da instituição, que permanece sob intergestão municipal há vários anos.
Também foi aprovado o requerimento que pede dados técnicos sobre os protocolos clínicos adotados na rede municipal. Os vereadores solicitaram ainda informações sobre os mecanismos de controle e revisão de óbitos e as estatísticas de mortalidade registradas nos últimos 24 meses, com detalhamento por unidade de atendimento, incluindo o Hospital Bom Jesus.
No debate, parlamentares destacaram que o aumento da demanda regional e a ampliação dos atendimentos de alta complexidade na unidade, principalmente após a implantação da UTI, fazem com que o hospital receba pacientes em estado mais grave. Esse cenário pode influenciar no aumento natural dos registros de óbitos.
A discussão também abordou o transporte de pacientes que realizam tratamento fora do município. Os requerimentos 69 e 70/2026 pedem informações sobre o número de usuários atendidos, as condições de manutenção da frota e a logística do serviço. A cobrança surgiu após relatos de dificuldades no agendamento e de longos períodos de espera durante viagens a Belo Horizonte, especialmente de pacientes em tratamento oncológico.
