O prefeito de Alto Rio Doce, Victor de Paiva Lopes, se manifestou sobre a decisão da Justiça que suspendeu os gastos com shows do Carnaval de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (10), ele afirmou que o município mantém o compromisso com a implantação do sistema de saneamento básico, mas destacou as dificuldades para viabilizar a obra.
Segundo o prefeito, a condenação judicial que determina a implantação do sistema de tratamento de esgoto transitou em julgado em 2020, antes de sua gestão. Ele afirmou que busca recursos para executar o projeto, estimado em mais de R$ 30 milhões. “Estamos falando de uma obra de mais de 30 milhões. Para o porte de Alto Rio Doce, não é fácil conseguir. Temos captado recursos para saúde, educação e infraestrutura, mas é um volume muito grande”, disse. Vitor também citou o “Acordo de Mariana”, firmado pela Vale após o rompimento da barragem de Fundão, como uma das alternativas para financiar o saneamento. “São duzentas cidades contempladas na bacia do Rio Doce, e Alto Rio Doce faz parte dela. Com certeza vamos conseguir esse tratamento de esgoto por meio desse acordo”, afirmou.
O prefeito criticou a atuação do Ministério Público. Segundo ele, o promotor Vinícius de Souza Chaves questionou a decisão de 2020 e os gastos com o Carnaval, mesmo diante da economia realizada pela prefeitura para o evento. “Sobre o Carnaval: sempre agimos com equilíbrio. Fizemos economia, não realizamos o Natal, o Réveillon e organizamos uma festa dentro da realidade do município, porque sei que tradição, cultura e lazer também fazem parte da vida do nosso povo. Respeitamos a decisão judicial, mas estamos recorrendo porque acreditamos que é possível garantir o direito da nossa cidade de avançar no saneamento e também preservar suas tradições”.
Entenda o caso
Na segunda-feira (09), a Justiça determinou a suspensão dos contratos de shows nacionais para o Carnaval de 2026, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A decisão cita o não cumprimento da implantação do sistema de saneamento básico como motivo para barrar os gastos.
Os pagamentos suspensos somam mais de R$ 760 mil e envolvem contratações de artistas de grande porte. A decisão, porém, permite a realização do Carnaval com apresentações de artistas locais.
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