A Secretaria Municipal de Educação (SEMED), de Conselheiro Lafaiete, publicou dois editais (012 e 013 ) de contratação temporária para suprir a demanda emergencial nas unidades de ensino da rede pública municipal. A convocação inclui vagas para professores (PEB II) de diversas disciplinas, com processo presencial marcado para esta terça-feira (10), às 14h30, no teatro da Faculdade de Direito, na rua Lopes Franco, 1001, Blocos C/D, no bairro Carijós.
Já os auxiliares escolares, analistas educacionais e auxiliares de secretaria deverão comparecer também nesta terça-feira (10) às 13h, no auditório da SEMED, na Praça Barão de Queluz, 11.
De acordo com os editais, há oportunidades para professores de Português, Matemática, História, Geografia, Ciências, Inglês, Arte, Educação Física, Filosofia, Sociologia, Física, Química e Biologia, além de cargos de apoio administrativo e educacional. As contratações ocorrerão por excepcional interesse público, com contratos temporários que podem se estender até o fim do ano letivo. A expectativa é de que as contratações emergenciais reduzam o déficit de profissionais nas próximas semanas.
Início de ano letivo
O início do ano letivo em Lafaiete tem sido marcado por reclamações de pais, alunos e profissionais da educação. Inclusive há relatos da falta de professores em escolas da rede municipal. Na Escola Municipal Napoleão Reis, no turno da manhã, estudantes do ensino médio relataram que, em um dia com seis horários previstos, apenas o professor de Matemática esteve presente. Também ocorreu término de aulas mais cedo pela ausência de docentes em diversas disciplinas.
Transporte
Além da carência de professores, pais denunciam dificuldades para garantir atendimento especializado com Monitores de Educação Inclusiva e transporte escolar. Uma mãe relatou que o filho, diagnosticado com autismo, deficiência intelectual e transtorno opositor desafiador (TOD), não conseguiu vaga em escola municipal próxima de casa e, sem o transporte não tem como ir para a escola mais distante. Segundo ela, o estudante também precisa de professora de apoio, mas não há garantia de acompanhamento adequado. “Estou desesperada. As aulas já começaram e não sei como levá-lo para a escola”, disse.
