Vazamentos de água e sedimentos em minas de Congonhas e Ouro Preto vão pautar uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (10), às 10h30. A reunião será realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e vai discutir os impactos ambientais e os riscos à população e aos trabalhadores da mineração.
Em menos de uma semana, três ocorrências foram registradas envolvendo estruturas da Vale e da CSN Mineração, na Região Central de Minas Gerais.
Os extravasamentos ocorreram nas minas da Fábrica, em Ouro Preto, e da Viga, em Congonhas, ambas da Vale. Na madrugada de (25/01), uma barreira de contenção de água se rompeu na Mina da Fábrica, provocando alagamentos e atingindo áreas internas da CSN. No dia seguinte, foi identificado novo vazamento na Mina da Viga.
Em (28/01), a prefeitura de Congonhas informou possível falha no dique do Fraile, na Mina Casa de Pedra, da CSN. A ocorrência teria comprometido a drenagem interna e causado enxurrada de resíduos em direção ao Rio Maranhão.
A audiência contará com representantes do governo estadual, do Ministério Público, da Agência Nacional de Mineração, da Defesa Civil, das prefeituras e das empresas. Comunidades locais e entidades ambientais também foram convidadas.
Fiscalizações apontaram falhas nos sistemas de drenagem das minas da Vale, agravadas pelas chuvas intensas na região. Na Mina da Fábrica, o volume estimado de água com sedimentos chegou a 262 mil metros cúbicos, causando assoreamento de cursos d’água, como os córregos Ponciana e Água Santa. Na Mina da Viga, foi constatado escorregamento de talude, com carreamento de sedimentos para o córrego Maria José e o Rio Maranhão.
O objetivo da audiência é discutir medidas de segurança, responsabilidades das mineradoras e ações para evitar novos episódios.
