Moradores da rua Ana Luiza de Castro, no bairro Vila Resende, em Conselheiro Lafaiete, vivem dias de apreensão diante da presença de cães da raça Pit Bull de médio porte circulando soltos pela via. Segundo relatos, os animais já avançaram e chegaram a morder pessoas, aumentando a sensação de insegurança na comunidade.
A situação preocupa ainda mais com a volta às aulas. Crianças e adolescentes passam diariamente pela rua, o que eleva o risco de novos ataques. Moradores afirmam que os cães vivem em condição de vulnerabilidade, famintos e com sede, o que pode agravar o comportamento agressivo.
Informações apuradas pela reportagem indicam que o tutor teria se mudado do local, deixando os animais sob cuidados precários. A tentativa de conter os cães ocorreu de forma improvisada, com a instalação de um portão, que não tem sido suficiente para evitar fugas.
Em (16/01) equipes da Polícia Ambiental estiveram no endereço para averiguar a situação. Durante a vistoria, foi constatada a presença de dois cães, um macho e uma fêmea. O macho apresentou comportamento considerado extremamente agressivo, representando risco potencial à segurança da população.
Moradores relataram ainda que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais já esteve no local em ocasiões anteriores, após acionamento do Controle de Zoonoses. No entanto, o recolhimento não foi realizado, já que os animais possuem tutor identificado, ainda que ausente. A falta de registros formais e de informações completas também tem dificultado a adoção de medidas mais efetivas. Deixar cão da raça Pit Bull solto é considerado omissão de cautela (Lei de Contravenções Penais, Art. 31), o que pode levar a responsabilização criminal e prisões.
A comunidade cobra uma mobilização urgente da Prefeitura, do Controle de Zoonoses, da Vigilância Sanitária e das forças de segurança. O pedido é por uma solução rápida que garanta a integridade dos moradores e, ao mesmo tempo, o bem-estar dos animais. Enquanto providências não são tomadas, o medo segue fazendo parte da rotina de quem vive na região. Os moradores temem que a a demora resulte em uma tragédia anunciada.
