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Sete anos depois, Legislativo presta tributo às vítimas de Brumadinho

26 de janeiro de 2026
in Regional
Sete anos depois, Legislativo presta tributo às vítimas de Brumadinho

Foto: ALMG/ Monumento em homenagem às vítimas recebeu uma coroa de flores

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, neste domingo (25), uma homenagem às vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, ocorrido em 2019. A tragédia completou sete anos, mantendo viva a memória das 272 pessoas que perderam a vida.

Às 12h28, horário exato do início do desmoronamento da barragem da Mina Córrego do Feijão, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, do Mercosul, de Minas Gerais e de Belo Horizonte no Hall das Bandeiras da ALMG. Em seguida, as bandeiras de Minas Gerais e da capital mineira foram colocadas a meio mastro. Um minuto de silêncio marcou o momento de respeito às vítimas.

Na sequência, uma coroa de flores foi depositada no memorial inaugurado pela ALMG em 2020. O monumento traz gravados os nomes das 272 pessoas mortas pela lama de rejeitos. A estrutura também relembra que, menos de um minuto após o rompimento, uma onda de lama semelhante a um tsunami avançou sobre as instalações da mina.

A lama percorreu cerca de 400 quilômetros, atingindo 26 cidades e 131 comunidades rurais ao longo do Rio Paraopeba. Sete anos depois, duas vítimas seguem desaparecidas. O Corpo de Bombeiros mantém a maior operação de busca de sua história para localizar Tiago Tadeu Mendes da Silva e Nathália de Oliveira Porto Araújo.

O dia 25 de janeiro foi instituído como data oficial de luto em memória das vítimas, conforme a Lei 23.590, de 2020. Após a tragédia, a ALMG também atuou na apuração das causas do rompimento, no acompanhamento das responsabilidades e na construção de uma legislação mais rígida para a mineração em Minas Gerais.

A Lei 23.291, de 2019, criou a Política Estadual de Segurança de Barragens, proibindo o alteamento a montante, modelo adotado em Brumadinho, e determinando o uso de tecnologias mais seguras. Os trabalhos da CPI da Barragem de Brumadinho resultaram no pedido de indiciamento da Vale e de outras 13 pessoas apontadas como responsáveis.

Sete anos depois, o silêncio e as bandeiras a meio mastro reforçam que a tragédia segue presente na história de Minas e na cobrança por justiça.

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