A Igreja de Santo Antônio foi fechada preventivamente, a partir desta terça-feira (13), após a identificação de danos no teto localizado acima do trono, área onde tradicionalmente fica a imagem do padroeiro. A medida foi adotada pela Irmandade por questões de segurança, enquanto aguarda avaliação dos órgãos competentes.
Em entrevista ao Fato Real, o vice-presidente da Irmandade e diretor de patrimônio, Luiz Otávio da Silva, explicou que, na segunda-feira (12), o município entregou a lona acordada em audiência de conciliação para proteção do telhado, que passa por reforma. A lona, no entanto, ainda não havia sido instalada.
Segundo ele, durante a movimentação no telhado, telhas se soltaram e caíram sobre a estrutura superior do trono, provocando o desprendimento de parte do material em eucatex, que não corresponde ao forro principal da igreja. O problema teria se agravado ao longo do dia seguinte. “Por precaução, as imagens já haviam sido retiradas anteriormente, devido às chuvas. São bens tombados e precisam ser preservados”, afirmou Luiz Otávio. Ele reforçou que não há risco estrutural para a igreja nem para o telhado, e que o fechamento é uma decisão interna da Irmandade para evitar insegurança entre os fiéis.
A igreja não está interditada. A expectativa é que Defesa Civil e Corpo de Bombeiros façam uma vistoria ainda nesta semana para avaliar a situação. Até lá, todas as atividades religiosas serão transferidas para o salão paroquial, que foi preparado para receber as celebrações, incluindo a missa prevista para esta terça-feira (13), que está mantida.
Em nota divulgada pela Irmandade, a entidade confirmou o fechamento temporário do templo, destacou a adoção de medidas preventivas e reafirmou o compromisso com a preservação do patrimônio histórico e com a segurança da comunidade.
Reunião pública
A vereadora Gina Costa vem acompanhando com preocupação a situação da Igreja de Santo Antônio e afirma que a cada nova informação aumenta a apreensão. A jornalista prega a necessidade de uma união de esforços para que ocorra a sua recuperação e restauração. “Destinei parte da emenda impositiva deste ano do meu mandato para contribuir com os custeios. Mas trata-se de algo muito maior e muito caro. Por isso protocolei na Câmara um requerimento para uma reunião pública para tratar do assunto, convidando diversos setores como Ministério Público, Executivo, Arquidiocese, IPHAN e outros. Esperto que logo no começo de fevereiro ela possa ocorrer, tão logo termine o recesso das reuniões ordinárias da Câmara”, conclui.
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