Moradores da Vila Vitória, no distrito de Gagé, em Conselheiro Lafaiete, convivem há anos com o medo de acidentes ao atravessar uma pinguela usada como ponte/passagem entre a rua Maria Júlia e outras áreas da comunidade. A estrutura é de madeira, tem pontos deteriorados e se torna ainda mais perigosa com o período de chuvas. A travessia é feita por crianças, idosos e trabalhadores que dependem da passagem para chegar à escola, ao posto de saúde e ao trabalho. As tábuas soltas deixam o trajeto instável. Quem passa precisa de equilíbrio e cautela e um descuido pode resultar em queda.
O morador José Daniel Santana relata que a luta por uma ponte segura já dura muitos anos. Segundo ele, a comunidade recebeu no passado a informação de que havia sido destinada uma verba de R$ 302 mil para a construção de uma nova estrutura. No entanto, a obra não saiu do papel e os moradores afirmam não ter esclarecimentos sobre o destino do recurso. A população cobra transparência e providências do poder público. José Daniel afirma que não houve vistoria recente da Defesa Civil nem retorno do setor de Meio Ambiente. Ele destaca que os pedidos de reunião e diálogo com representantes municipais não tiveram resposta.
Com o avanço das chuvas, o risco aumenta. A madeira encharcada cede com facilidade. Moradores relatam medo de acidentes graves e reforçam o apelo por urgência. A comunidade pede uma passagem de nível segura, que garanta mobilidade e preserve a vida. O relato dos moradores evidencia um problema que vai além da infraestrutura. Trata-se de dignidade, segurança e direito de ir e vir. Enquanto a nova ponte não sai do papel, a travessia segue sendo feita com apreensão diária. A comunidade aguarda um posicionamento oficial da prefeitura e a definição sobre suas solicitações.
