Moradores de diversos bairros de Conselheiro Lafaiete relataram uma sequência de oscilações e quedas de energia elétrica durante grande parte da noite desta segunda-feira (15) , pelo menos até por volta da meia noite. O chamado pisca-pisca se repetiu dezenas de vezes em algumas regiões.
Os relatos se multiplicaram em mensagens e redes sociais. Bairros como Progresso, Gigante, Bela Vista, Albinópolis, Santa Matilde e Gagé enfrentaram interrupções sucessivas. Em alguns pontos, a energia caiu e demorou a retornar. Em outros, a instabilidade persistiu até a madrugada.
A situação é ainda mais grave para famílias que dependem de equipamentos elétricos para cuidados de saúde. Moradores relataram casos de idosos e pessoas em uso contínuo de oxigênio, além de aparelhos respiratórios utilizados durante o sono. Cada oscilação representa risco real. “É desesperador”, resumiu uma moradora.
Enquanto isso, moradores questionam o contraste com a área central da cidade, que permaneceu iluminada, inclusive com decoração natalina. A percepção de desigualdade no atendimento reforça a sensação de descaso. “No centro está tudo bonito. Nos bairros, não conseguimos nem tomar banho em paz”, desabafou um morador.
Há quem associe o problema ao aumento do consumo típico do período de festas. Outros apontam para uma sobrecarga crônica da rede, que se repete todos os anos nesta época. O sentimento predominante é de que o sistema não acompanha a demanda da população.
A Cemig, anunciou recentemente, investimentos para modernização da rede na Zona da Mata e Campo das Vertentes, com ampliação de subestações e promessa de energia mais estável. Segundo a companhia, as obras devem beneficiar milhares de consumidores e reduzir oscilações no fornecimento. Até 2027, a empresa prevê a instalação de novas subestações na região. A expectativa é de maior confiabilidade e capacidade de atendimento.
No entanto, para quem enfrenta noites seguidas de instabilidade, a pergunta permanece. Até quando será preciso conviver com o pisca-pisca. A população cobra explicações claras, soluções efetivas e respeito ao consumidor. Energia elétrica não é privilégio. É um serviço essencial.
