A publicação da Lei Municipal nº 6.474 traz à luz o novo anexo de Metas e Prioridades da LDO 2026 em Conselheiro Lafaiete e reacende discussões sobre planejamento, transparência e prioridades da gestão municipal. O documento altera a Lei nº 6.430 e detalha onde o governo pretende aplicar recursos no próximo ano, movimentando cifras expressivas em áreas estratégicas.
O relatório revela um orçamento robusto para setores essenciais. A Câmara de Vereadores terá mais de 21 milhões, incluindo recursos para construção de uma nova sede. No Executivo, o Gabinete do Prefeito soma mais de 2,7 milhões destinados à manutenção administrativa e comunicação institucional.
A Secretaria de Administração alcança quase 20 milhões, com destaque para despesas de pessoal inativo, manutenção da frota e custeio do PASEP, que sozinho ultrapassa 4 milhões. Já a Secretaria da Fazenda prevê cerca de 16,4 milhões, com forte peso para pagamento de dívidas e gestão de emendas parlamentares, indicando a crescente dependência de repasses externos.
A Educação é novamente o setor mais demandado. Serão mais de 83 milhões para o funcionamento da rede municipal, construção e ampliação de escolas, alimentação estudantil e formação continuada. Somado ao FUNDEB, a área ultrapassa 190 milhões, reforçando o volume necessário para sustentar o sistema educacional.
Na Saúde, o Fundo Municipal de Saúde supera 222 milhões, refletindo a dimensão dos desafios da assistência primária, vigilância e atenção a grupos vulneráveis. Mesmo com recursos elevados, a pressão popular por serviços mais eficientes permanece crescente.
A divulgação do anexo expõe, para a população, não apenas números, mas escolhas políticas. Em um cenário de demandas urgentes e limitações financeiras, a definição de prioridades torna-se central para a confiança no uso do dinheiro público. A LDO de 2026, agora consolidada com suas metas, abre caminho para o acompanhamento crítico da sociedade.
