A proximidade da Black Friday, marcada para a sexta-feira, 28 reacende o alerta para fraudes cada vez mais sofisticadas. Além das tradicionais armadilhas com preços irreais e sites falsos, consumidores agora enfrentam um risco adicional a disseminação de vídeos produzidos por inteligência artificial que utilizam a imagem e a voz de celebridades para promover falsas promoções.
O coordenador do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcelo Barbosa, explica que a tecnologia de deepfake permite criar conteúdos que imitam perfeitamente pessoas conhecidas. “A IA é capaz de produzir vídeos de alta qualidade com qualquer personagem oferecendo produtos em nome de qualquer loja”, afirma. A orientação é simples desconfie sempre que um rosto famoso surgir anunciando ofertas imperdíveis nas redes sociais.
Para checar a veracidade desses conteúdos, o consumidor pode recorrer a plataformas de verificação como Lupa e Aos Fatos. Barbosa reforça também a necessidade de evitar compras por impulso, sobretudo diante de promoções que parecem únicas. Avaliar a real necessidade do produto, pesquisar preços ao longo dos dias e observar condições de pagamento são passos essenciais antes de concluir a compra.
O Procon Assembleia recomenda redobrar a atenção com anúncios enviados por mensagens e redes sociais, especialmente quando o preço está muito abaixo da média. O ideal é acessar diretamente o site oficial da loja digitando o endereço no navegador, sem clicar em links suspeitos. Também é importante verificar se a empresa existe de fato e analisar sua reputação em plataformas como Reclame Aqui, Ebit e Site Confiável.
Outro ponto crítico são os sites falsos que simulam páginas oficiais. Muitos oferecem apenas pix, boleto ou transferência bancária como forma de pagamento, prática que deve despertar desconfiança. Compras no cartão dão maior segurança, pois permitem contestar transações. Reclamações podem ser registradas no Procon local ou na plataforma consumidor.gov.br.
