A Câmara Municipal reuniu moradores de diversos bairros em audiência pública dedicada ao debate sobre a futura concessão do transporte coletivo. A proposta foi apresentada pelo presidente do Legislativo, vereador Averaldo Pereira (PL), e contou com a presença do secretário Municipal de Segurança Pública e Trânsito, José Roberto da Costa, além de representantes da consultoria responsável pela modelagem do novo contrato.
O secretário destacou que o sistema atual opera com base em um contrato de 2004, considerado defasado diante das necessidades atuais da cidade. A empresa Turin, responsável pelo serviço, atua hoje com 19 ônibus e 4 veículos reserva. O novo modelo prevê 29 veículos, entre eles 10 micro-ônibus, ampliação de horários e criação de novos pontos de parada. Segundo a consultoria Norte, mesmo com repasses mensais, o subsídio não cobre integralmente os custos da operação, realidade que se repete em diversos municípios.
Moradores e vereadores relataram problemas que afetam a rotina de trabalhadores e estudantes. Entre as reclamações, superlotação, atrasos, linhas insuficientes, falta de acessibilidade, carência de abrigos e necessidade de reforço da frota em bairros como Lobo Leite, Pires, Santa Quitéria, Nova Congonhas, Consolação, Tijucal e Jardim Bela Vista.
Representante da Turin, o gerente Sérgio de Oliveira reconheceu as dificuldades e citou o aumento expressivo da frota de veículos particulares na cidade. Ele afirmou que reajustes previstos ao longo das renovações contratuais não foram discutidos, contribuindo para o desequilíbrio atual do sistema.
Parlamentares reforçaram que os desafios do transporte público são antigos e exigem mudanças estruturais. Foram unânimes em afirmar que modelo atual é inviável e que o contrato emergencial, previsto até a nova concessão ficar pronta, deve atender às demandas apresentadas.
