Entre os dias 10 e 12 de outubro, Congonhas recebe a primeira edição itinerante do Festival Palácio para Todos, uma iniciativa que alia arte, inclusão e acessibilidade. Com entrada gratuita, o evento ocupará o Museu de Congonhas, o Centro Cultural da Romaria e o Teatro Dom Silvério, oferecendo ao público apresentações de música, teatro, circo, contação de histórias, oficinas e exposições sensoriais.
A realização é da Cultura Criativa e do Governo de Minas Gerais, com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio institucional da Prefeitura de Congonhas.
Acessibilidade que deixa legado
Mais do que uma celebração artística, o festival tem o objetivo de promover transformações duradouras na estrutura e na mentalidade sobre a inclusão cultural. Desde agosto, consultores com deficiência vêm realizando diagnósticos e sugerindo adaptações em três importantes equipamentos culturais da cidade: o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, o Museu de Congonhas e o Centro Cultural da Romaria.
Parte dessas melhorias já poderá ser percebida durante o festival, e outras serão concluídas até novembro. As intervenções incluem adequações físicas e comunicacionais, garantindo maior autonomia e conforto a pessoas com deficiência, visitantes e moradores.
Protagonismo no palco
O Festival Palácio para Todos destaca artistas que transformam a acessibilidade em expressão criativa. A programação valoriza a diversidade e coloca pessoas com deficiência no centro das produções culturais, ampliando a representatividade no cenário artístico mineiro.
Entre as atrações, estão a exposição sensorial “Tocar e Sentir”, da artista-educadora Eni D’Carvalho, reconhecida internacionalmente pelo trabalho em artes inclusivas; o espetáculo de stand-up “Ceguinho é a mãe”, com o humorista Geraldo Magela; e o dueto musical de Rafael e Gabriel Cheib, jovem com síndrome de Down que encerra o festival no Dia das Crianças.
Mais informações: festivalpalacioparatodos.com
Instagram: @palacioparatodos
