
A presença de animais de grande porte na pista continua sendo motivo de preocupação para autoridades municipais e usuários da MG-482, estrada que liga Conselheiro Lafaiete a Itaverava e da MG 129, estrada de ligação entre Lafaiete e Ouro Branco. Na semana passada, uma vaca teve que ser sacrificada após ficar gravemente ferida num acidente que envolveu também uma moto na MG 129.
O problema foi discutido durante sessão ordinária desta terça-feira (27/08) da Câmara de Vereadores. Ao pedir a palavra durante pronunciamento do vereador Pedro Américo (PT) que denunciou a situação, a vereadora Carla Sássi (PSB), que é veterinária e integrante da ALPA (Associação Lafaietense de Proteção Animal), disse que já perdeu a conta das intervenções que precisou realizar para socorrer animais atropelados na rodovia. Em sua fala a parlamentar reiterou uma grave denúncia de irresponsabilidade, ao dizer que a maioria dos cavalos que transitam livremente pela MG-482 pertence a um único proprietário: “Passei o reveillon fazendo a eutanásia de uma vaca atropelada nesta mesma estrada e já nem sei quantos animais recolhi por conta própria este ano. Para o animal ter ficado com as duas patas fraturadas e precisar ser sacrificado, é sinal de que o acidente na estrada para Ouro Branco foi muito grave e é muita sorte o motociclista ter sobrevivido. Todo mundo sabe quem são os donos desses animais e eles já foram notificados”.
A vereadora recorreu a um testemunho pessoal para dimensionar o descaso do proprietário e o risco que acaba se expondo e ficando em situação de insegurança: “Ao longo de duas semanas havia um cavalo transitando entre a UNIPAC e uma fazenda próxima. Recolhi o animal, que tinha uma bicheira imensa causada por larvas em um dos ouvidos. Levei o cavalo, cuidei dele e, quando o ouvido melhorou e o animal começou a ganhar peso, foi furtado no pasto da minha casa. Desculpem se estiver fazendo julgamento errado, mas a pessoa sabia que o animal estava lá. Todo mundo está cansado de saber quem é o dono destes animais soltos na estrada perto da UNIPAC. O CCZ já o notificou, mas não tem poder de polícia, assim como o D.E.E.R também não pode recolher os bichos. O máximo que podemos fazer é tocar o animal da estrada e pedir a Deus que não aconteça algo ainda mais grave do que o que já aconteceu”, afirmou a vereadora.
O vereador Pedro Américo denunciou que a dificuldade de localizar os proprietários de animais e até uma possível punição é dificultada porque eles recorrem á autoridades que acabam intercedendo a favor deles. “Isso é um absurdo, fazer média com as pessoas e falar que tá do lado do povo”, disse.
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