O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou nesta quinta-feira (28/08) a Operação Sangria, que investiga um suposto esquema de peculato e fraude em licitação envolvendo a construção de um complexo hospitalar em Congonhas. A ação resultou na apreensão de R$ 587 mil em espécie, além de celulares, computadores e notebooks.
As investigações, que correm em segredo de Justiça, miram possíveis irregularidades ocorridas em 2023. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis endereços nas cidades de Belo Horizonte e Congonhas, incluindo a sede de uma associação e residências de investigados.
A operação mobilizou dois promotores de Justiça, dois delegados, um escrivão e nove investigadores. O material recolhido será analisado para subsidiar o Procedimento Investigatório Criminal, que segue em andamento.
Desvio de finalidade
Segundo o MPMG, os indícios apontam para irregularidades em um Termo de Fomento firmado entre uma associação e o município de Congonhas. O acordo tinha como objetivo a elaboração de projetos arquitetônicos, estruturais e de engenharia necessários à construção de um hospital, mas os recursos públicos teriam sido desviados.
Sangria dos cofres públicos
O nome da operação, Sangria, faz alusão ao “sangramento” dos cofres públicos, em referência ao suposto desvio de verbas destinadas à saúde.
Em um momento em que hospitais públicos da região enfrentam dificuldades para manter plantões e garantir insumos básicos, a suspeita de que milhões destinados a um projeto hospitalar tenham sido desviados reforça a grande distância entre as promessas políticas e a realidade da população.
Fonte e foto: MPMG
