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Municípios mineradores cobram protagonismo em novo marco regulatório

22 de agosto de 2025
in Destaque, Gerais
Municípios mineradores cobram protagonismo em novo marco regulatório

Prefeitos aprovam carta de reivindicações que será encaminhada ao Congresso

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O 6º Encontro Nacional de Municípios Mineradores reuniu, nos dias 20 e 21 de agosto, em Belo Horizonte, representantes de mais de 60 cidades impactadas pela atividade mineral. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil), foi realizado na sede do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e teve como tema central a construção do Marco Regulatório Municipal da Mineração.

Congonhas esteve presente com o vice-prefeito Zelinho, ex-presidente da AMIG, além de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Finanças, Desenvolvimento Econômico e Gestão Urbana. Autoridades federais e estaduais também participaram, assim como especialistas do setor.

Debate sobre autonomia e fiscalização

As discussões giraram em torno da necessidade de dar maior protagonismo aos municípios, garantindo segurança jurídica, novas receitas e autonomia administrativa. Foram debatidas pautas como Reforma Tributária, licenciamento ambiental, fiscalização da atividade mineral, reordenamento urbano e qualidade de vida nas cidades mineradas.

AMIG aponta novos caminhos

Encontro reuniu representantes de mais de 60 cidades impactadas pela atividade mineral

O presidente da AMIG Brasil e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, afirmou que o encontro ocorre em um momento decisivo para o setor. Ele defende que o marco regulatório assegure mais autonomia para os gestores e benefícios concretos para a população. Segundo o prefeito, os pilares do novo marco passam por reordenamento urbano, proteção ambiental, qualidade de vida, investimentos para as futuras gerações e segurança jurídica para os municípios.

Carta de reivindicações a Brasília

Durante o evento, cerca de 400 representantes de órgãos públicos aprovaram uma carta com reivindicações urgentes, que será encaminhada à Câmara dos Deputados. Entre as propostas estão: elevação da alíquota da CFEM de 3,5% para 6,74%; alterações no Código de Mineração; exigência de anuência dos municípios para instalação de empreendimentos minerários e participação ativa dos municípios no Grupo de Trabalho da Regulamentação da Reforma Tributária.

Desafios para o futuro

Cidades mineradoras estão alinhadas por uma mineração mais segura e desenvolvimentista

Além da tributação, outro ponto sensível é o exaurimento das minas. Prefeituras relatam falta de transparência das empresas quanto aos planos de aproveitamento econômico, o que gera insegurança sobre até quando poderão contar com a arrecadação da atividade.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, enviou mensagem em vídeo destacando investimentos na reestruturação da Agência Nacional de Mineração (ANM), com concursos e modernização tecnológica para ampliar a fiscalização.

Para os municípios mineradores, o debate vai além de royalties e arrecadação. Trata-se, sobretudo, de transformar a riqueza finita do subsolo em desenvolvimento social, infraestrutura e qualidade de vida. Como resume a AMIG Brasil, o desafio é garantir que o futuro das cidades não se esgote junto com as minas.

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