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Nossas crianças em risco: o que fazer?

12 de julho de 2025
in Gerais
Nossas crianças em risco: o que fazer?
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Estamos todos abalados e chocados com as denúncias de abuso sexual de crianças e crimes correlatos em nossa cidade. Os sentimentos são uma mistura de ódio e nojo – e a urgência para protegê-las é pauta. Mas o que fazer?

Existe uma resposta simples para isso: educação sexual desde a mais tenra idade de forma sistemática, ininterrupta e organizada de acordo com a idade.

Sei que há quem vai discordar alegando múltiplos motivos: desde religião a crenças em coisas tão esdrúxulas quanto uma suposta “ideologia de gênero”, seja lá o que isso quer dizer. Mas a verdade está aí: enquanto vocês querem impedir que se discutam o corpo e a sexualidade na escola, pedófilos sequem atacando crianças e adolescentes livremente.

Entendo que muitas dessas crenças vêm do pânico moral baseado em fake News disfarçadas de proteção. Por isso mesmo precisamos entender melhor o tema começando por deixar claro o que não é e jamais será educação sexual: expor crianças e adolescentes a conteúdo impróprio para a idade. Isso, inclusive, é crime e eu defendo punições rigorosas para todos aqueles que o praticam.

Ao contrário: a educação sexual é voltada para uma relação saudável com o corpo e para a proteção física, mental e psicológica de nossos jovens. Como se daria?

Como todo o processo educacional, em uma colaboração entre família e escola. A escola dá conteúdo cientificamente embasado sobre higiene, funcionamento dos órgãos sexuais, função do sexo e da sexualidade e o reconhecimento da pluralidade de posicionamentos morais e pessoais sobre sexo, gênero e identidade. Já a família moraliza de acordo com suas crenças e exerce autoridade parental vigiando o uso da internet, indispensável atualmente.

Para os pequenos, inicia-se pelo conhecimento do próprio corpo usando nomes corretos para as suas partes, inclusive para os órgãos sexuais. Desde a creche, deve-se falar sobre a necessária privacidade e que nosso corpo não pode ser manipulado por outros, exceto por cuidadores no momento da higiene, que deve ser ensinada à criança. Ainda se deve reforçar insistentemente que qualquer toque em qualquer parte do corpo que a faça se sentir desconfortável ou estranha deve ser informado aos pais, professores ou responsáveis. A criança deve aprender que um adulto que pede segredo de suas ações é PERIGOSO e pode lhe MACHUCAR.

Na medida em que cresce, especialmente considerando que nossos jovens possuem acesso irrestrito à internet, já que muitas famílias sequer sabem como controlar conteúdos, as palestras devem, gradualmente, falar de sexo (especialmente a partir dos 11 anos de idade acompanhando o conteúdo de ciências). As falas na escola devem sempre ser científicas e plurais visando uma boa relação com as descobertas da adolescência – frisando o perigo de adultos mal-intencionados que podem, até mesmo, usando recursos modernos, se passarem por pessoas mais jovens usando as redes sociais. A legislação também deve ser abordada.

Tais ações sistemáticas ajudam a prevenir gravidez na adolescência e as ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) – e dão a dose certa do perigo que, tantas vezes, está perto demais já que 70% dos casos de abuso sexual de menores têm relação com o ambiente doméstico.

A certeza de que o adulto “excessivamente bonzinho” que pede segredos é alguém perigoso deve ser reforçada assim como a necessidade da denúncia e a convicção da proteção da vítima. É assim que protegemos nossas crianças e adolescentes do médico, do professor, do dentista, do pastor/padre/líder religioso, do tio, do pai, do desconhecido – de qualquer um que possa representar para eles perigo. Não é tratando sexo e sexualidade como tabu se deixando conduzir pelo pânico moral.

Profa. Érica
@ProfaEricaCL

UniFASar

ERM



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