No dia 29/11, a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG) apresentou a o Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica do Ministério Público de Minas Gerais (Compor-MPMG) o projeto para a construção da “Rodovia do Minério” buscando solucionar os altos índices de acidentes e mortes nas BRs 040 e 356. No encontro ficou acordado que o Compor dará início às mediações entre as prefeituras, mineradoras e órgãos dos governos estadual e federal para viabilizar a execução do projeto.
O presidente da AMIG, José Fernando Aparecido de Oliveira, pontuou que a saída de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, na BR-040, inicia um dos trechos mais perigosos entre as rodovias do país. O intervalo entre os KMs 563 e 617 da estrada, entre Nova Lima e Conselheiro Lafaiete, registrou quase uma morte por quilômetro entre dezembro de 2020 e 2022. São, em média 156 mortes por ano.
O projeto da “Rodovia do Minério” prevê gastos de cerca de R$ 500 milhões.
Alternativas
No projeto proposto será necessário utilizar o Terminal de “Fazendão”, sediado em Mariana, para retirada do tráfego das carretas que transportam minério na BR 356. Além do mais, o projeto prevê a execução de duas interseções da via no acesso da Mina de Capanema e no acesso ao Laticínios ITA É necessário, ainda, o prolongamento da “ITA030” até a MG 030, pavimentação da MG 30, do trajeto entre Itabirito e Ouro Branco (24Km). Ressalta-se, também, que, para a retirada do tráfego das carretas da BR 040, será necessária a implantação do Terminal Ferroviário do Bação (TFB), para escoamento de 8 milhões de toneladas de minério, de modo que o trajeto das carretas, ao invés de seguir no sentido BR 040, seja alterado para a Estrada Pico de Fábrica até a ITA330, sentido Ribeirão do Eixo até o TFB.
Fontes: MPMG e AMIG
