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Sobre misoginia e misóginos

24 de setembro de 2023
in Gerais, Destaque
Sobre misoginia e misóginos
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Acompanhei estarrecida homens, estudantes de medicina, invadindo a quadra de um  jogo de vôlei feminino com as calças arriadas simulando masturbação coletiva. Alguns realmente tinham os pênis de fora.

Brincadeira, dirão alguns. Molecagem, dirão outros.

Não. É preciso parar de tratar homens adultos como crianças e passar a responsabilizá-los por seus atos levianos, sendo o caso. Chega de “meninos Ney”.

Porém é sempre interessante ressaltar que os homens-meninos, normalmente, são brancos, cis, e endinheirados – ao menos classe média alta, como os dos cursos de medicina, ou vindos de famílias tradicionais.

Porque se for o pretinho da favela, desde os 5 anos já deve saber como se proteger e cuidar de si, vide o anjinho Miguel, abandonado por Sari Corte Real em um elevador, o que provocou a morte da criança. Se o pretinho for um pouquinho maior, lá pelos 13, 14, já deve saber como se comportar na presença de brancos para não ser chamado de abusado ou “confundido” com assaltante ou traficante e terminar em um caixão.

E haja diminuição da maioridade penal para dar conta de tanto preto!

Mas isso não se aplica aos filhos da “elite” branca. Esses, moleques, tadinhos! Apenas cometeram um ato de infantilidade – é a avaliação quase geral, não importa a seriedade do ato. Desde que ninguém acabe morto (ou até quando há gente morta, que o diga o indígena pataxó Galdino).

Chega!

É preciso começar a separar a realidade dos que são crianças, de fato, que podem cometer imprudências e brincadeiras de mal gosto em virtude de sua pouca idade, de homens feitos, e ainda assim mimados, egocêntricos, irresponsáveis e de comportamento danoso, especialmente para as mulheres ao seu redor, em virtude de sua misoginia, que nada mais é que o ódio às mulheres.

E tal ódio não significa que não convivam com mulheres, que não façam sexo com elas ou até se casem e tenham filhos. Não. Misóginos são aqueles que veem as mulheres como inferiores, indignas de sua admiração, afeto verdadeiro, respeito, amizade – esses reservados apenas a outros homens.

A misoginia é o que faz homens olharem para mulheres praticando esporte em uma competição e acharem-nas indignas da atenção que estão recebendo e quererem que os olhos se voltem para si: afinal, quem são essas mulheres para acharem que merecem estar no centro do palco?

Ainda mais na prática de esportes. Quantos homens já ouvimos dizer que esportes de mulheres são mais fracos, menos interessantes ou menos bem preparados – independentemente de tais mulheres serem do nível de Martas ou Formigas; de Ana Mosers e afins?

Tome, por exemplo, as lutas. Minha irmã é multicampeã em jiu-jitsu. Só mundiais ela tem uns 4. Enquanto as competições masculinas pagavam prêmios em dinheiro, as femininas, em sua maioria, em quimonos.

Em um mundo de homens assentados sobre o patriarcado foi muito difícil que mulheres tivessem, ao menos, o direito de praticar determinados esportes para além da suave caminhada uma vez que sua adesão à prática esportiva era proibida por lei.

E agora, enquanto avançamos, os misóginos não aceitam, de maneira consciente ou inconsciente não sei responder. Sei que não aceitam – o que é provado pela ação dos estudantes de medicina da faculdade UNISA que mostraram publicamente o símbolo máximo da dominância em uma sociedade falocêntrica.

Mesmo que alguns falos fossem ainda mais insignificantes do que os cérebros de seus donos, foram exibidos com o orgulho típico de quem entende que o mundo gira, não ao entorno de seu umbigo, mas de sua “varinha mágica”.

E a universidade apenas toma providências meses depois do acontecido em um verdadeiro clima de panos quentes, quando a bomba estoura e os vídeos circulam o Brasil.

É que foi “briga” de torcida, claro.

E viva a misoginia!

Fontes:

Assassinato de Indígena Galdino completa 25 anos. Disponível em : https://www.brasildefatodf.com.br/2022/04/20/assassinato-do-indigena-galdino-em-brasilia-completa-25-anos-nesta-quarta-20
https://www.metropoles.com/sao-paulo/punhetaco-policia-investiga-pelo-menos-15-estudantes-de-medicina

 

 

 

 

Profa. Érica
@ProfaEricaCL

UniFASar

ERM



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