O desafio, a precisão, a técnica e o encanto de transformar chapas de aço em figuras humanas. Esse é o trabalho do escultor Guilherme Marques no projeto Nossa Senhora da Piedade.
Responsável por dar vida à Pietá das Gerais, de aproximadamente dois mil quilos, instalada na Catedral Cristo Rei, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ele agora se debruça sobre duas novas obras dentro da mesma temática, para as cidades de Itabirito e Congonhas.
Durante o mês de agosto, quem passar pela BR-356, no segundo trevo de Itabirito, poderá acompanhar a montagem da primeira escultura. Para comemorar o aniversário de 120 anos da Gerdau, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), o projeto de Guilherme foi escolhido após edital.

Com materiais e técnicas contemporâneas, movidas pela tradição e fé dos mineiros, a matéria prima escolhida pelo escultor para representar a padroeira de Minas Gerais são chapas de aço GG. Nessa versão, as chapas usadas para formar os corpos de Jesus e Maria serão montadas com um espaçamento entre elas. Assim, será possível enxergar no centro da obra um coração que é comum aos dois.
“Com as comemorações dos 300 anos de Minas e 120 anos da Gerdau, a temática é relevante por se tratar da padroeira do Estado. Nossa Senhora da Piedade é padroeira de todos os mineiros, nosso Estado foi dado a ela. Para demonstrar nosso amor foi que modelamos um manto com a beleza natural mais típica de Minas: nossas montanhas e seus relevos”, afirma o escultor.
Para este edital, Guilherme ressalta o desafio de trabalhar com novas proporções, tamanhos e pesos. “Eu já conhecia os materiais fabricados pela Gerdau, já havia feito pequenas esculturas. Esse projeto é uma oportunidade de usar numa escala maior materiais e formas com as quais eu já trabalhava”, destaca.
Itabirito e Congonhas
A partir de 8 de agosto tem início a montagem do primeiro exemplar dessa versão da Pietá, que ficará localizada no segundo acesso para a cidade de Itabirito. A escultura evidencia o caráter histórico e religioso do município, cuja origem se confunde com a descoberta e exploração do ouro em Minas Gerais.
“A ideia da Pietá tem relação direta com as tradições da cidade, de formação religiosa. A imagem de Nossa Senhora da Piedade faz parte dessa tradição e, sem dúvida, foi uma felicidade ter escolhido esse tema para o projeto”, explica Guilherme Marques.
As comemorações dos 120 anos da Gerdau preveem ainda a produção de uma Pietá nos mesmos moldes para a cidade de Congonhas. A montagem da escultura do artista Guilherme Marques na cidade histórica está prevista para o final do ano.
