A médica veterinária Jéssica Almeida, residente em Conselheiro Lafaiete, sempre teve o hábito de colocar ração para cães e gatos de rua. Uma gata diferente começou a frequentar todos os dias a “lanchonete”. Jéssica percebeu que ela estava magra, precisando de cuidados, tinha falhas no pelo. Quando Jéssica a examinou percebeu que ela estava com as mamas cheias de leite, indicando que teve uma ninhada recente.
“Entrei e sai de lotes vagos aqui na região, em construções abandonadas, tentei segui-la para ver se achava os filhotes. Depois de dois dias procurando sentei na escada da minha casa e conversei com ela, falei que estava cuidando dela e que também cuidaria dos bebês, e que ela poderia trazê-los. Ela prestou atenção em cada palavra, então coloquei uma caixa de papelão no alto da escada com alguns panos dentro. De madrugada uma surpresa! Escutei o miado dos filhotes. Dois gatinhos lindos dentro da caixinha de papelão. Coloquei ela e os filhotes para dentro de casa. Percebi que ninguém os procurava”, relata Jéssica.

Dois meses depois os filhotes foram adotados. Mas a gata “Azeitona”, assim batizada pelo filho da Jéssica, ao realizar os exames para a castração foi descoberta uma anemia.
No meio do tratamento, segundo a veterinária, apareceu uma suposta tutora da “Azeitona” uma senhora, que alegou estar com depressão pela perda da gata. Muito resistente acabei entregando a gata com a segurança de saber o endereço onde ela estava e que o tratamento seria seguido à risca. Meu filho que é autista ficou doente pedindo a gata, eu não dormia a noite pensando em como ela estaria. Minha mãe em um impulso foi até a casa da mulher pedir a “Azeitona” de volta, pelo meu filho, sem sucesso”, afirma Jéssica.

A veterinária tentou outras adoções, mas o filho não aceitava outro animal. Um dia sem esperar a “Azeitona” apareceu: “estava na escada da minha casa deitada. Abri a porta, ela entrou e nunca mais saiu. Isso tem um ano. A tutora não a procurou. Hoje é o amor das nossas!”, declara a veterinária.
