O convívio constante com o excesso de poeira e o barulho provocado pelas obras que vêm sendo realizadas desde o início do ano estaria causando problemas respiratórios e tirando a concentração dos estudantes da Escola Municipal Doriol Beato. A situação foi reportada por diversas mães de alunos ao Fato Real. Uma delas relatou que, na verdade, o desconforto ocorre desde o fim da pandemia, quando os estudantes retornaram às aulas presenciais e encontraram a escola suja e descuidada, sendo que o Município teve mais de um ano para realizar as reformas necessárias. Outra situação incompreensível, de acordo com as mães, é que os reparos tenham sido iniciados depois do período de férias escolares.
Foram diversos relatos de filhos com problemas respiratórios, gastos com medicamentos e afastamento da sala de aula. A situação seria prejudicial também para professores e funcionários que trabalham nas mesmas condições insalubres.

A vereadora Damires Rinarlly (PV) esteve na escola e testemunhou in loco a situação, definida por ela como insuportável. Apesar de reconhecer a necessidade e urgência da reforma, Damires confirmou que o barulho é ensurdecedor e constante, comprometendo o trabalho dos professores e a atenção das turmas durante as aulas. Além disso, a poeira , que agrava doenças respiratórias provoca prejuízos letivos a alunos, que precisaram faltar às aulas e procurar atendimento médico para tratar de bronquite, rinite e asma.
Como alternativa, a vereadora consultou a direção da Faculdade de Direito sobre a possibilidade de receber temporariamente parte dos alunos da Escola Doriol Beato, obtendo resposta positiva neste sentido. A adoção da medida, no entanto, caberia à Prefeitura Municipal.
Também ouvido pelo Fato Real, o prefeito Mário Marcus fez questão de enfatizar a abrangência das obras em curso, que ainda demandarão algum tempo para serem concluídas. Ele disse não ter recebido nenhuma reclamação em razão das reformas e afirmou que as queixas deveriam ser encaminhadas à direção da escola, à Ouvidoria do Município, à Secretaria Municipal de Educação ou ao próprio prefeito, “que está aberto a ouvir os relatos”. Por fim, Mário Marcus descartou, por ora, a possibilidade de transferência de alunos da Doriol Beato para outro prédio escolar. Segundo ele, por se tratar de uma escola grande, com mais de dois mil alunos, haveria dificuldades de adequação a outro espaço. O prefeito deve se reunir hoje com a direção da escola e a SEMED para avaliar a situação.
