O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, garantiu que a Polícia Civil vai apurar a fundo as circunstâncias da morte da escrivã Rafaela Drumond (de 31 anos), lotada em Carandaí, que morreu na última sexta-feira (10/06). A morte foi registrada como suicídio.
Mensagens de áudio e vídeo compartilhadas por colegas da policial sugerem que ela estaria sofrendo pressão psicológica, além de assédio moral e sexual, no ambiente de trabalho.
Em Brasília, onde esteve em busca de recursos para a Polícia Penal mineira, Greco disse que a atribuição de investigar o caso cabe à Polícia Civil, que atua independentemente da SEJUSP: “Tenho a certeza de que este fato está sendo apurado pela PC através da sua Corregedoria e vão chegar, efetivamente, à apuração desses fatos. É muito característico das nossas instituições apurar com rigor”, afirmou o secretário.
Nesta terça-feira (13/06), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa aprovou a convocação de três secretários estaduais para explicar, no âmbito da PC, o contexto em que ocorreu a morte de Rafaela Drumond. Ao se manifestar sobre a tragédia, o governador Romeu Zema argumentou que, infelizmente, casos como este estão sujeitos a acontecer em um estado do tamanho de Minas Gerais. O chefe do Executivo manifestou apoio aos familiares e prometeu transparência na investigação: “Na minha gestão, a Controladoria Geral teve um avanço enorme. Hoje não há nenhum processo engavetado, nenhum processo que seja movido por perseguição ou para privilegiar alguém”, destacou o governador.
