Dados da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Fife), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), revelam que o Brasil é o segundo maior consumidor mundial de cocaína, tornando-se um problema de saúde pública.
Uma esperança vem de Minas Gerais. Uma vacina para o tratamento da dependência em cocaína e crack, está sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A vacina anticocaína é uma formulação terapêutica inovadora com grande potencial no tratamento da dependência de cocaína e crack. Os estudos pré-clínicos comprovam a segurança e eficácia da sua aplicação. Os estudos inclusive, chamaram atenção de pesquisadores dos Estados Unidos, que pretendem colaborar com a pesquisa.
Recursos
O professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Frederico Garcia, um dos responsáveis pelos estudos para o desenvolvimento do imunizante contra a cocaína e o crack, que embora se tenha o interesse, a universidade precisaria de recursos para avançar nas pesquisas.
Uma grande possibilidade é vencer o Prêmio Euro Inovação na Saúde, concurso em que a vacina é finalista na categoria Inovação Tecnológica. O vencedor vai receber 500 mil euros, o equivalente a mais de dois milhões e meio de reais. A vacina em desenvolvimento pela UFMG é finalista da competição. Pesquisadores querem usar valor da premiação para financiar etapa de testes em humanos.
A votação está aberta até o dia 27 de junho. Médicos dos países participantes da premiação, entre eles Brasil, Argentina e Uruguai, podem participar do processo de escolha. O concurso ocorre de forma online, para votar clique aqui.
