
Em Audiência Pública promovida nesta segunda-feira (03/04) pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pilotos e empresários lamentaram o encerramento (que classificaram como abrupto) das atividades do aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte, confirmado no último sábado em cumprimento a resolução da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

O presidente da Associação Voa Prates, Estevan Lopes Velasquez, afirmou que usar a questão da segurança para justificar o fechamento do aeroporto é uma falácia.Ele argumentou que o aeroporto opera há mais de 80 anos e segue as mais rigorosas normas de segurança.
O tesoureiro da empresa de manutenção de helicópteros Claro, Cláudio Jorge da Silva, disse que o Governo do Estado lavou as mãos em relação à questão e que é demagogia dizer que aeroportos do interior podem absorver o trabalho realizado no Carlos Prates, uma vez que não disporiam da mesma estrutura.
Lafaiete, Divinópolis e Cláudio
O interesse manifestado por cidades como Lafaiete, de receber em definitivo as atividades do Aeroporto Carlos Prates, não chegou a ser discutida na Audiência Pública.
O subsecretário de Transportes e Mobilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Aaron Duarte Dalla (foto) afirmou que o Governo do Estado vai prestar apoio na desmobilização do aeroporto. Em relação à formação prática de pilotos, ele afirmou que aeroportos no interior podem garantir essa possibilidade, como os de Pará de Minas, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis e Cláudio.
Leia também: Lafaiete é apresentada como opção para receber estrutura do aeroporto mediante fechamento do Carlos Prates.