A Câmara de Conselheiro Lafaiete aprovou requerimento em que os vereadores João Paulo Fernandes (DEM) e André Menezes (PR) solicitam informações ao Executivo sobre como é controlado o tempo da hora de almoço cumprida pela equipe médica da Policlínica Municipal.
Ao justificar o questionamento, Menezes argumentou que os pacientes estão sendo afetados pela redução do número de médicos atendendo na policlínica entre o meio-dia e as duas da tarde: “Por duas vezes, recebemos denúncias de que a policlínica, por volta da hora de almoço, enfrenta uma lentidão enorme no atendimento. Já abordamos esta situação e tivemos como resposta que, dos cinco médicos, dois saem para almoçar e ficam três. Só que, quando chega um caso que requer maior atenção, um médico se dedica exclusivamente ao paciente e ficam apenas dois cuidando do atendimento geral, o que costuma provocar a superlotação nesse período. Como há muita reclamação, fizemos este requerimento pra saber se pode ser feita alguma coisa para regularizar o quadro”.
Coautor do requerimento, o vereador João Paulo (DEM) denunciou a redução do quadro médico da Policlínica Municipal também no plantão da noite: “É justo que os médicos, enquanto não houver pacientes, possam tirar um cochilo, desde que haja revezamento nos plantões. O que não pode acontecer é ficar apenas um médico atendendo e dois dormindo. O que não pode acontecer é os pacientes ficarem aguardando até que cheguem a 10 na sala de espera e só então os médicos sejam acordados. Especificamente sobre o requerimento a respeito da hora de almoço, soubemos que três médicos saíram por volta de onze e meia da manhã e só foram voltar às duas da tarde. São coisas que não podem acontecer de maneira alguma. Nem podem ser dois de uma vez; tem que sair um por vez para a hora de almoço, porque fica um médico por conta dos pacientes em observação, um encarregado da emergência e os outros médicos atendendo nos consultórios”, argumentou João Paulo.
O requerimento dos vereadores recebeu o apoio do colega Darcy da Barreira (PSD): “Eu mesmo já recebi informações de uma pessoa que testemunhou um desentendimento na policlínica na hora do almoço porque os médicos tinham saído pra almoçar. A hora de almoço é sagrada; todo mundo precisa almoçar pra trabalhar, mas a gerência da Policlínica precisa elaborar uma escala que priorize o melhor atendimento à população”, sugeriu o vereador Darcy José de Souza.
