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Porque educação sexual nas escolas salva vidas

25 de março de 2023
in Gerais, Você Repórter
Porque educação sexual nas escolas salva vidas
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Recentemente vimos em nossa região a filmagem da ação de um criminoso que assediou uma menininha no supermercado.

As cenas são chocantes e justamente aquele tipo de coisa que desperta em nós sentimentos primitivos de punitivismo e justiçamento. Colocam-nos no lugar de termos que nos obrigar a lembrar a nós mesmos de que punição e justiça são diferentes de vingança e linchamento.

Se não por uma ética firmemente arraigada, que seja pelo simples fato de que, para que exista ainda separação entre o cidadão cumpridor de seus deveres e os criminosos, é preciso que ações violentas por parte da população, mesmo contra pedófilos, sejam sumariamente combatidas e evitadas. Isso sem nem mencionar as injustiças, como a morte por espancamento da inocente Fabiane de Jesus.

Porém, casos como o desse pedófilo escroto, além de nos fazerem pensar nessa questão, a mim, professora, chama a atenção mais uma vez para a necessidade de proteger nossas crianças contra todas as formas de abuso físico, psicológico e sexual. Na situação mencionada, a menininha de 9 anos foi protegida por sua mãe, que ao ver o homem repugnante se esfregando contra sua criança, gritou e chamou a polícia.

Mas é importante lembrar que as situações mais comuns de abuso, especialmente o sexual, acontecem no privado contra meninas e meninos que não têm quem os defenda, sendo, tantas vezes, perpetrado por pais, tios, irmãos, primos, amigos da família – pessoas que deveriam estar acima de qualquer suspeita. Mais de 80% dos criminosos estão na categoria de “conhecidos”, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Considerando todos os estupros de vulnerável, que são atos de cunho sexual contra menores de 14 anos ou contra pessoas impossibilitadas de consentir ou oferecer resistência, seja por incapacidade mental ou física permanente ou momentânea, 58,8% aconteceram com menores de 13 anos em 2021. 61,3% dessas vítimas crianças são meninas. Menores de 13 anos. É chocante e causa náuseas.

E ressalta a importância da escola na prevenção desse tipo de crimes que acontece, infelizmente, em sua maioria, na insegurança do lar. É assim em 76,5% dos casos.

Ou seja, mesmo que em sua casa, caro leitor, a criança esteja instruída e segura – existem muitas casas onde aqueles que deveriam protegê-las estão diretamente envolvidos no crime. Políticas educacionais não se baseiam em casos específicos, mas, sim, no que a realidade nos apresenta e ela, nesse caso, nos grita que é importante instruir crianças sobre sexo e sexualidade, sempre de maneira adequada para a idade, para a proteção delas mesmas.

Quando lemos relatos de crianças vítimas desse tipo de violência que vem sempre acompanhada de ameaças para que o “segredo” não seja revelado, é torturante imaginar o sentimento de impotência da vítima que, tantas vezes, não sabe a quem procurar, não sabe como agir e, por vezes, sequer entende que está sendo abusada.

É preciso, em primeiro lugar, que a criança, mesmo as menores, saibam o que são “partes íntimas” e que essas partes devem ser preservadas, limpas e cuidadas. Que elas saibam identificar qualquer sentimento de desconforto com o toque de alguém e possam comunicar isso a um adulto de confiança – sejam os pais ou agentes envolvidos na educação escolar. Que ela saiba verbalizar com os nomes corretos o que lhe incomoda para ser mais bem compreendida em caso de necessidade.

Na medida em que crescem e vão se aproximando da adolescência, é importante que saibam reconhecer a própria sexualidade, os próprios desejos, as transformações corporais e a responsabilidade necessária para lidar com tudo isso entendendo as consequências, por exemplo, de contraírem ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) ou de acontecer uma gravidez precoce.

É importantíssimo que aprenda a identificar os predadores sexuais que, nessa fase da vida, serão, em sua maioria, homens que chegam com conversas bonitas, trocas de mensagens com elogios, presentes e o poder de convencimento e manipulação de um adulto para estabelecer uma “relação amorosa” criminosa, se o/a menor tiver menos que 14 anos. Para falar a verdade, sob minha perspectiva, continua sendo reprovável um adulto querer se relacionar com pessoas entre 14 e 17 anos, mesmo que não seja, nesse caso, criminoso caso o/a adolescente tenha concorde.

Falo isso para meus alunos com muita clareza: qual o interesse de uma pessoa adulta procurar vocês para ficadas ou relacionamentos com esse “papinho mole” de “você é muito maduro para sua idade, por isso me atrai”? É um vergonhoso jogo desigual de forças.

Porém, crianças e adolescentes apenas serão capazes de identificar isso se forem claramente instruídas em um trabalho conjunto entre família e escola – nenhum ator pode ser dispensado nessa guerra. Cada criança bem instruída diminui as chances de mais uma vida destroçada pelo trauma de um abuso.

É preciso protegê-las. É preciso cuidar delas. O contrário disso é deixá-las vulneráveis a predadores de todos os tipos e às consequências do abuso.

Profa. Érica
@ProfaEricaCL

Fonte

Fórum brasileiro de segurança pública. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022: Violência sexual infantil, os dados estão aqui, para quem quiser ver. Consultado em 22/03/2022. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/07/14-anuario-2022-violencia-sexual-infantil-os-dados-estao-aqui-para-quem-quiser-ver.pdf

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