
Quase uma semana depois, familiares ainda buscam explicação para a morte repentina de Alexandre Adriano de Souza (21 anos), que perdeu a vida no trágico desfecho de uma ação policial na madrugada da sexta-feira (17/03), em Conselheiro Lafaiete.
O pai, Alexsander Adriano de Souza, disse que, apesar de nos últimos tempos, ter se tornado usuário de droga, Alexandre sempre foi um rapaz trabalhador e os dois dividiam as empreitadas como pintores de residência. Na noite fatídica, o filho estava assistindo TV até começar a manifestar os primeiros sinais de desequilíbrio: “Ele estava vendo televisão comigo e, de repente, começou a ficar agitado e passou a andar de um lado pro outro. Aí eu percebi que tinha alguma coisa errada”, relatou.

Alexsander contou que, em meio à agitação, o filho pegou uma faca e começou a bater com ela nas paredes e janelas, mas, não fez qualquer ameaça à integridade física do pai ou da avó, que moravam com ele. Segundo o pai, foi o próprio Alexandre quem ligou duas vezes para a Polícia Militar pedindo ajuda porque, em razão do surto em que se encontrava, imaginou estar sendo perseguido por inimigos que queriam atacá-lo: “Os policiais deram um choque com a taser no Alexandre. Ele caiu; mas, como o efeito não foi tão forte, ficou tentando levantar e continuou com a faca na mão”. Foi quando ocorreram os tiros. ”Eu ainda pedi para que não atirassem, mas dispararam aquele monte de tiros à queima-roupa e o Alexandre foi atingido quatro vezes quando estava à meia-altura, tentando se levantar. O guarda-roupa ainda está lá com as marcas de tiros”, narrou emocionado.
Alexsander Souza acredita que a morte do filho tenha sido motivada pelo despreparo da guarnição que atuou na ocorrência e que a forma como os tiros foram disparados caracterizam uma execução. Por isso a família pretende pedir na Justiça a prisão de quem efetuou os disparos.
Tio de Alexandre Souza, Cleiber Amarilo Pereira, afirma não ser intenção generalizar o fato, mediante o trabalho eficiente do 31º Batalhão da Polícia Militar, mas acredita ter faltado a alguns agentes o preparo que deveriam ter demonstrado ao lidar com situação de perigo como a que ocorreu: “Estamos buscando Justiça. Se ficar comprovado que, realmente, houve falha, que essas pessoas sejam penalizadas para evitar que isso aconteça novamente”, disse.
Missas
Nesta quinta-feira, serão celebradas duas missas de sétimo dia em memória do jovem Alexandre Souza. Ambas às19h. As celebrações acontecerão na igreja do bairro Santa Maria e na igreja de São João.
