A agressão física sofrida, no último domingo (05/03), por uma técnica de enfermagem em serviço na Policlínica Municipal repercutiu fortemente na sessão ordinária desta terça-feira (07) na câmara de Conselheiro Lafaiete. O caso foi denunciado e publicado com exclusividade pelo Fato Real.
A decisão tomada pela Prefeitura após o incidente, de colocar guardas municipais se revezando 24 horas na segurança da unidade de urgência e emergência, foi considerada tardia pelo Legislativo.
João Paulo Resende (UNIÃO) disse que a agressão sofrida pela servidora não causou surpresa, pois foi um risco inúmeras vezes alertado pelos vereadores em plenário. “Às vezes, tenho a impressão de que nos reunimos todas as terças e quintas pra fazer o papel de palhaços e falar para o vento. Quantas vezes, nesta tribuna, os vereadores pediram segurança para o pronto-socorro? Quantas vezes, conversando pessoalmente com o prefeito, solicitamos segurança para o pronto-socorro? Só agora, depois que uma funcionária foi agredida, lemos na imprensa que vai ter vigilância 24 horas. Então a gente não serve pra nada. É melhor parar com esse circo e todo mundo ir pra casa porque o que a gente fala aqui não serve pra nada”.
Pastor Angelino (PP) foi mais um a cobrar respeito ao Poder Legislativo por parte da Administração Municipal: “Tudo que falamos aqui são demandas que ouvimos de todos os munícipes. O que houve no pronto-socorro é lamentável. É triste alguém ter que sofrer agressão para tomarem providências. A servidora foi agredida, mais poderia ter sido uma tragédia maior ainda. Quem assumiria a culpa, a responsabilidade? O Executivo teria a humildade de dizer: bem que o Legislativo avisou e nós não tomamos nenhuma iniciativa? Só tomaram alguma iniciativa porque a coisa chegou aonde chegou”, afirmou Pastor Angelino.
O presidente da Câmara, Vado Silva (DC) defendeu que, além da Policlínica, a segurança ostensiva seja estendida também às escolas municipais. Segundo o parlamentar, no momento, nenhuma escola de Lafaiete dispõe de um profissional de segurança para intervir em eventuais episódios de violência, aos quais ninguém está imune.