
Apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (11/04), acompanhado de seu advogado, o homem que causou a morte de uma idosa por espancamento. O crime ocorreu numa residência na rua Alfredo Zebral, bairro São João, em Conselheiro Lafaiete. Na sexta-feira 05/04, familiares procuraram a segunda Delegacia Regional de Segurança Pública para denunciar que a senhora Idê de Almeida Matos (79 anos) havia sido brutalmente espancada, durante mais de seis horas seguidas, dentro da própria residência. Com diversos hematomas pelo corpo, a senhora foi encaminhada em estado grave para o Hospital e Maternidade São José, aonde viria a falecer.
Mesmo gravemente ferida, a idosa não perdeu a consciência imediatamente e revelou, em depoimento aos policiais, o nome de quem a havia espancado. O autor seria um senhor com problemas de saúde, de quem a vítima era cuidadora e que morava com ela e seu companheiro na mesma residência onde ocorreu o crime. Posteriormente, os investigadores confirmaram que o autor do espancamento era padrinho do companheiro de Dona Idê.

A delegada responsável pelo caso, Drª Elenita Pyramo, da Delegacia de Crimes Contra a Vida informou que ainda na sexta-feira passada, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva do autor por tentativa de homicídio, atualizada para homicídio qualificado após o falecimento da vítima.
Confissão
O suspeito (77) foi ouvido e liberado em seguida. Ele declarou aos agentes que, ao cometer o espancamento, estava decidido a matar Dona Idê. O motivo, segundo ele, é que a senhora o havia agredido em ocasião anterior; fato não comprovado. Para agredir a senhora ao longo de seis horas consecutivas, o assassino disse que, primeiro, usou um chinelo e, depois, mesmo com a vítima caída ao chão e quase desfalecendo, lançou mão de um pedaço de borracha grossa para continuar o espancamento.
O autor não pôde ser preso depois de se apresentar hoje na delegacia e confessar o assassinato porque o Poder Judiciário, quase uma semana depois de ter sido feita a representação, ainda não decretou sua prisão.
O inquérito policial foi concluído com indiciamento do autor homicídio por homicídio qualificado por motivo fútil e sem possibilidade de defesa pela vítima.
