O Fato Real segue acompanhando o caso do homem conhecido como Júlio César, que nos últimos dias, voltou a ameaçar mulheres em Conselheiro Lafaiete. Diversas mulheres denunciaram à redação, que foram atacadas pelo homem na rua. Há registros de casos em que ele persegue, assusta e age de forma agressiva com as mulheres.
A reportagem causou grande repercussão.
A atitude da PM repercutiu muito na cidade. Muitos elogiaram o trabalho feito pelos policiais em conduzir o homem para tratamento psiquiátrico, no entanto, outros criticaram a não condução de Júlio para a prisão.
Tratamento médico
O Fato Real conversou com o capitão Resende, da 61° Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na cidade. Ele salientou que a situação do homem é muito complexa e que diversos aspectos precisam ser levados em consideração.
Segundo o policial, já foram 76 intervenções da PM contra o homem, no entanto, todos os delitos se enquadram na lei que define-os como de menor potencial ofensivo. Logo, ele não poderia ser preso em flagrante: “Ele assina um compromisso de permanecer em juízo numa data pré definida e comparece ou não. E caso ele não compareça o Ministério Público determina a Polícia Civil realize a abertura do inquérito contra esse cidadão porque em tese isso pode caracterizar uma desistência do benefício da lei”, explica o militar.
No entanto, a situação de Júlio César é diferente. Isto porque ele é um cidadão aparentemente mentalmente perturbados, e ainda que os delitos que ele comete fossem de menor potencial ofensivo, eles poderiam evoluir para situações mais graves, porque, em tese, ele não estaria respondendo pelos próprios atos.
Além do risco dele causar um dano para outras pessoas, a Polícia Militar avaliou o risco que ele estava correndo. O fato das mulheres estarem sendo constantemente ameaçadas pelo homem gerou muita revolta na população, e era crescente o temor que ele pudesse ser agredido gravemente.
Clique no link abaixo e ouça o Capitão Resende.
Pelo que foi avaliado após o encaminhamento de Júlio para o CAPS é que ele estava sendo medicado mas que parou de tomar seus remédios no último mês, o que desencadeou essa nova onda de violência por parte dele. Segundo o capitão Resende, agora a expectativa é de que o homem seja internado no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena nesta sexta-feira (12).

Nesta quinta-feira (11/08), Júlio César