O ex-prefeito Júlio Barros (REDE) recebeu elogios, mas não votos suficientes para derrubar o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela rejeição da prestação de contas do ano de 2006 quando era prefeito, durante sessão extraordinária da Câmara Municipal de Lafaiete na noite desta terça-feira 20/07/2022.
Em 2006 a prefeitura teria investido em educação, um índice abaixo do limite exigido pela Constituição Federal. O teto mínimo previsto é de 25% do orçamento e foram investidos 24.67%.
Morosidade

Durante discussão que precedeu a votação foram muitas as críticas ao TCE pela demora em enviar à casa Legislativa o parecer a ser votado, coincidindo com a proximidade do período eleitoral. Também entre os vereadores muitos manifestaram o fato de não terem visto dolo no processo, já que a diferença de valores investidos seria decorrente de aplicação em programa relacionado à educação que foi transferido para a saúde.
Apesar de tecerem elogios à pessoa de Júlio Barros e à sua gestão, alguns vereadores entenderem que tecnicamente o TCE tinha propriedade para embasar o parecer a ser votado; enquanto outros edis demonstraram incapacidade para uma análise mais técnica.
Votação
Eram necessários nove votos para derrubada do parecer que aponta a rejeição das contas do ex-prefeito Dr.Júlio.
Ao final da votação foram oito votos favoráveis ao parecer e cinco 5 contrários.
Sendo os favoráveis pela manutenção do parecer que rejeita a prestação de contas do ex-prefeito: André Menezes (PL), Pastor Angelino (PP), Damires Rinarlly (PV), Oswaldo Barbosa (PV), Fernando Bandeira (União Brasil), Eustáquio Silva (PV), João Paulo (União Brasil) e Renato Pelé (Podemos).
Votaram contra a reprovação de contas do ex-prefeito: Erivelton Jayme (Patriotas), Giuseppe Laporte (MDB), Vado Silva (SD), Pedro Américo (PT) e Sandro José (PROS).
Dr.Júlio

Ainda na noite desta Dr. Júlio falou com o Fato Real/Rádio Carijós. O ex-prefeito agradeceu os vereadores que votaram contra o parecer do TCE e reconheceu os elogios feitos pelos edis à ele e sua gestão no período de 2005/2008.
No entanto, para Júlio Barros aqueles que votaram pela rejeição de suas contas tiveram interpretação equivocada e mais política, E mantém o posicionamento de que é pré-candidato a deputado federal.
