Um dia depois de findado o prazo para manifestação da CSN sobre recomendação do Ministério público de Congonhas em relação à remoção espontânea de moradores vizinhos à Barragem Casa de Pedra, a Companhia Siderúrgica Nacional recuou da posição inicial e concordou em retornar à mesa de negociações. Na tarde desta quarta-feira (27/03), a empresa enviou seus advogados a Comarca de Itabirito, onde o promotor Vinícius Alcântara Galvão se encontrava a trabalho.

Em entrevista ao jornalista Márcio Elias, da rádio Difusora de Congonhas, o promotor saudou o gesto de boa-vontade da CSN e manifestou a esperança de que um acordo possa estar finalmente próximo: “A empresa procurou o Ministério Público para dar continuidade às conversações relativas à recomendação. Dentro de 48 horas irei marcar a nova data para uma nova reunião, quando vai ser discutida a possibilidade de acordo em torno dos itens constantes do documento. Já estávamos preparados para entrar com a Ação Civil Pública, mas a empresa solicitou ao Ministério Público que continuássemos dialogando. Voltaremos a nos reunir, possivelmente, no decorrer da semana que vem, e está novamente em aberto a possibilidade da aceitação consensual da remoção voluntária das pessoas que moram nos bairros Cristo Rei e Residencial em razão da angústia e do medo que elas têm vivenciado ultimamente.”
O promotor Vinícius Galvão explicou que a continuidade das negociações contará com a participação de outros membros do Ministério Público: “Outros colegas vão nos auxiliar na busca de uma solução efetiva. De nossa parte, vamos continuar insistindo na aceitação daquilo que nós recomendamos. Uma vez acatada a recomendação, passaremos a discutir as questões práticas; como vão se dar a mudança de residência e o pagamento do aluguel, entre outros itens. Pedi a colaboração de alguns colegas promotores porque é sempre bom mais pessoas participando, sempre com a determinação do Ministério Público em buscar a efetividade do respeito aos direitos que consideramos legítimos e que estão sendo, a nosso ver, negligenciados “, declarou o promotor Vinícius Alcântara Galvão.
