Uma ampla discussão ocorreu durante sessão da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete na última terça-feira (07/12) sobre a situação do transporte público coletivo no município.

A Prefeitura encaminhou para a Casa Legislativa, um projeto de lei que poderia levar à extinção do cargo de cobrador nos ônibus da Viação Umuarama. O substitutivo baseia-se no argumento de que a medida é de interesse público e busca adequar a prestação dos serviços de transporte coletivo a demanda e realidade do município, primando pela manutenção do serviço diante das dificuldades financeiras enfrentadas no atual momento econômico. Sendo, portanto, esta, uma das medidas que acarretariam na redução do impacto negativo na operação e na maior sustentabilidade a longo prazo.
Análise
A proposta, no entanto, não foi bem vista pelos membros do Legislativo lafaietense. O vereador Pedro Américo (PT) destacou que, na época da contratação emergencial da Viação Umuarama, foi aprovado o subsídio mensal do município para a empresa, contanto que fosse mantida a função do trocador nos veículos que prestam o serviço na cidade. O parlamentar também destacou que, sem esta função, o motorista poderia ficar sobrecarregado e a população com um serviço menos eficiente.
O vereador Giuseppe Laporte (MDB) apontou que a retirada do cobrador não garante a melhoria do serviço e cobrou do prefeito Mário Marcus (DEM) para que o foco de suas ações seja na melhoria da pavimentação na cidade e outras que contribuiriam para melhor qualidade dos serviços.
Sandro José (PROS) acredita que o prefeito quis se eximir da responsabilidade de retirar os trocadores. No entanto, o parlamentar sugeriu alterações feitas no projeto de lei para que fosse retomada a responsabilidade para o mandatário municipal.

O vereador Vado Silva (DC) destacou que, caso a função seja extinta, cerca de 240 pessoas ficariam desempregadas no município, com a “parte mais fraca” sendo penalizada, gerando desemprego em uma época tão difícil.
Professor Oswaldo Barbosa (PV) afirmou que nenhum vereador vota contra o povo e que a Casa Legislativa defende o trabalhador. O vereador pediu, no entanto, um posicionamento do sindicato da classe.
André Menezes (PL) destacou que há em formulação um projeto que aumentaria o subsídio mensal do município para a empresa. Logo, com mais dinheiro nos cofres da Umuarama, ele não vê necessidade da extinção da função de cobrador. Washington Fernando Bandeira (DEM) cobrou da empresa uma maneira de melhorar a economia da operação na cidade, mas sem cortar os empregos dos cobradores.
Erivelton Jayme (Patriota), Professor Eustáquio (PV) e Pastor Angelino (PP) também se posicionaram contra a extinção da função na cidade.
Rejeitado
Ao final da discussão e votação, o projeto foi rejeitado por unanimidade pelos vereadores municipais.
Segundo relatório de demandas apresentado pela Umuarama, se a desobrigação de se ter o cobrador em toda a jornada, fosse aprovada, não acarretaria em demissão em massa dos colaboradores desta função, já que nas linhas de maiores demandas é necessária a presença do cobrador.
