Segue repercutindo em vários meios a possibilidade de Lafaiete perder parte dos serviços prestados pelo Instituto Médico Legal (IML) no município, especificamente a necropsia, que seria transferida para o município de Belo Horizonte. O serviço já estaria suspenso e há informação de que no último final de semana, o corpo de uma senhora foi levado para Belo Horizonte para ser feito o serviço.
O vereador e médico Giuseppe Laporte (MDB) comentou o assunto nesta terça-feira (17/08) em sessão na Câmara Municipal: “Há boatos que extinguiram a função de auxiliar de necropsia e isso dificulta a realização dessas necropsias aqui no município de Conselheiro Lafaiete. (…) Por exemplo, no domingo um familiar me ligou falando que o corpo teria que ficar quatro horas dentro de uma funerária aguardando esta investigação no IML de Belo Horizonte. Então para nossa cidade vai ser uma perda enorme”, destaca.
Giuseppe Laporte ressaltou ainda que o IML de Lafaiete é importante a nível regional, já que óbitos das cidades vizinhas também são investigados aqui, citando como exemplos Lamim, Piranga, Carandaí, Capela Nova, entre outros.

O vereador convocou os companheiros de Casa Legislativa para assumirem a responsabilidade na luta por manter a instituição no município: “Esta luta tem que partir de nós, vereadores, representantes dos municípios vizinhos, deputados, para que a gente não perca o IML que é tão importante neste momento delicado da vida”.
Foi definido que a Câmara enviará ofício ao IML solicitando informação sobre esta suspensão dos serviços de necropsia. O Fato Real solicitou informações sobre o assunto à Polícia Civil e ainda aguarda retorno.
Deputado
Mediante a gravidade da situação, o deputado estadual Glaycon Franco (PV) encaminhou ofício ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco manifestando preocupação e solicitando informações sobre o fato. “Há informações da extinção do cargo de auxiliar de necropsia, o que estaria impactando os serviços neste momento. Se o motivo é a extinção deste cargo, não só Conselheiro Lafaiete, mas todos os municípios mineiros que oferecem este serviço serão impactados”, afirmou.

A preocupação e solicitação de providências foram também encaminhadas por Glaycon Franco ao deputado Sargento Rodrigues – Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O deputado lafaietense informou que acompanhará de perto os próximos passos sobre o assunto, uma vez que os ofícios já estão protocolados e devem ser respondidos pelos órgãos competentes.
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