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Congonhas: População se mobiliza e ex-prefeito nega ter construído residencial próximo a barragem

28 de janeiro de 2019
in Destaque, Política
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O medo de quem vive cercado por barragens é constante. Em Congonhas, os moradores vivem apreensivos por ter como vizinha a barragem de Casa de Pedra, pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional. Entre 2017 e 2018, o assunto foi amplamente debatido após denúncias sobre o surgimento de infiltrações que reforçariam o risco de rompimento e, paralelamente, o pedido de alteamento da barragem por parte da CSN.

Visita à barragem em setembro de 2017

Em setembro de 2017, por ocasião da visita da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, o engenheiro de minas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Wagner Nascimento, assegurou que a barragem não oferecia nenhum risco à população de Congonhas. Porém, em outubro do mesmo ano, representantes de associações de moradores e entidades de classe de Congonhas entregaram à mesma comissão do Legislativo mineiro abaixo-assinado exigindo que a barragem de contenção de rejeitos de minério de ferro da mina de Casa de Pedra não fosse alteada acima do limite atual, por temer a ocorrência de tragédia de proporções ainda piores do que a ocorrida na barragem do Fundão, em Bento Rodrigues.

Mobilização

 

Com a catástrofe deste fim de semana em Brumadinho, a população de Congonhas se mobiliza para voltar a discutir o problema de Casa de Pedra em reunião marcada para esta terça-feira (29/01).

Ex-prefeito de Congonhas, Gualter Monteiro

Nas redes sociais, o ex-prefeito Gualter Monteiro se pronunciou sobre o assunto após ser acusado de ter criado o bairro Residencial (que leva seu nome) próximo à barragem da CSN. Segundo o prefeito, tratou-se inicialmente de um empreendimento particular construído por ele em 1981 após prévia aprovação pela administração municipal. Gualter diz que em 1982, após ser eleito prefeito, doou o loteamento ao povo de Congonhas, tendo, inclusive, auxiliado na construção de diversas casas: “Àquela época não existia barragem nenhuma. O terreno onde hoje está a barragem foi comprado pela CSN, que o desmatou e deixou parado por alguns anos”. o ex-prefeito alega que  a empresa teria enganado a população de Congonhas dizendo que iria construir uma usina e formar uma represa quando, na verdade, ergueu uma barragem.

Gualter Monteiro, em vídeo publicado no Facebook, antecipou que comparecerá à reunião desta terça-feira e disse que estará na linha de frente para resolver, de uma vez por todas, o problema da barragem de Casa de Pedra: “Queria chamar a atenção dos promotores de Congonhas para que tenham muita responsabilidade e façam com que a CSN mude o local ou busque um novo projeto adequado de engenharia para acabar com esta represa. A CSN nunca fez nada pra Congonhas e o povo precisa ser respeitado”, alertou o ex-prefeito.

A reunião desta terça-feira está marcada para as 19h na rua Carlota Cordeiro 40, bairro Residencial para discutir sobre a barragem Casa de Pedra.

Segundo a convocação já fora confirmadas presença de missionários, sindicatos, União das Associações Comunitárias de Congonhas (UNACON), Paróquia Nossa Senhora da Conceição e autoridades.

 

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