
À medida que as horas passam aumentam o desespero e angústia de famílias de pessoas que ainda não mantiveram nenhum contato desde o rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, ocorrida no começo da tarde desta sexta-feira 25/01. Segundo informações da Vale, os prédios administrativos e o restaurante, apoio, armazém e oficina de equipamentos foram atingidos. Todos estavam em horário de operação durante o rompimento. No restaurante havia grande concentração de pessoas.

Até a noite passada o Corpo de Bombeiros contabilizou 7 mortes e cerca de 150 desaparecidos. Além disso, 9 pessoas foram resgatadas com vida da lama, e outras 100 que estavam ilhadas também foram resgatadas. Não foi divulgada a identificação dos mortos.
Lafaiete
Algumas famílias lafaietenses já se mobilizam e fazem campanha em busca dos desaparecidos.

A primeira manifestação de preocupação veio de amigos do maquinista Anderson Sthica, que é da cidade de Conselheiro Lafaiete. Colegas de trabalho disseram que desde o momento do rompimento da barragem estão tentando contato com ele, sem sucesso. O maquinista é funcionário da MRS e estava trabalhando no local da tragédia no momento do rompimento da barragem.

Familiares de Felipe José de Oliveira Almeida, de 27 anos, também já usam as redes sociais para tentar alguma informação sobre seu paradeiro. Segundo amigos ele é de Rio Espera e mora em Conselheiro Lafaiete.
“Ele estava trabalhando em Brumadinho. Desde do rompimento da barragem, não tivemos mais noticias do mesmo. Se alguém tiver alguma notícia, me chame em qualquer canal de comunicação.” Pede o primo Júlio Fonseca.
Ainda há informações extraoficias de que outras quatro pessoas de Lafaiete estão desaparecidas na tragédia de Brumadinho, mas, seus familiares ainda não se manifestaram.
