
A prefeitura de Conselheiro Lafaiete não está indiferente à reclamação da população contra o aumento da taxa de esgoto cobrada pela Copasa nas contas de água. A afirmação foi feita pelo próprio prefeito Mário Marcus, na manhã desta quarta-feira (23/01), em entrevista à jornalista Gina Costa na Rádio Carijós AM, aos ser questionando sobre uma resposta à população sobre o preço exorbitante da conta de água cobrado dos lafaietenses.
Após à inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ventura Luiz na região conhecida como Água Preta, as contas de água vieram com um aumento substancial; moradores afirmam estar pagando quase o dobro do que pagavam anteriormente. Extraoficialmente, a explicação é de que houve um acréscimo de 40% nos valores das contas para custear o tratamento do esgoto na parte alta; seria a mesma taxa que a população da parte baixa de Lafaiete, atendida pela ETE Bananeiras, já vem pagando. Contudo, a reclamação é de que o novo aumento está sendo cobrado em todas as regiões da cidade e a taxa de esgoto estaria vindo praticamente no mesmo valor da conta de água.

O prefeito disse que o setor jurídico da Administração Municipal já está estudando a questão: “Conversamos sobre este assunto com a Procuradoria do Município, que está analisando o contrato de concessão firmado com a Copasa para que possamos tomar as providências cabíveis. Sabíamos que, quando a estação de tratamento da Água Preta entrasse em funcionamento, a empresa teria direito de cobrar, pelo menos, das residências que teriam o esgoto tratado ao invés de ser lançado diretamente no rio Ventura Luiz. Mas não esperávamos que estes valores se estenderiam a todos os imóveis da cidade. Isso está sendo avaliado pelo nosso jurídico e, provavelmente, devemos ter brevemente uma posição em relação a tal situação”, afirmou o prefeito.
O Fato Real também cobrou um posicionamento dos vereadores sobre o assunto. Em retorno, alguns disseram que estão acompanhando as reclamações da população. Já existe um requerimento na Câmara Municipal para realização de audiência pública para tratar do tema, que deverá tramitar quando terminar o recesso dos vereadores, em 05 de fevereiro.
