
Este sábado, 29 de maio está sendo marcado por protestos em várias partes do país em contra as ações do
governo federal. As manifestações destacam uma luta contra ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua gestão, sobretudo pelas deficiências apontadas na condução da pandemia e a lentidão da vacinação contra a Covid no Brasil. No entanto, outras questões entraram na pauta dos manifestantes como privatização de estatais, auxílio emergencial e cortes de recursos para educação.
Até esta tarde o momento de maior tensão, nacionalmente, ocorreu em Recife. Houve uma intervenção da Polícia Militar, que dispersou a manifestação com tiros de borracha e spray de pimenta. Presentes alegaram truculência e abuso por parte dos policiais. Com transmissões ao vivo em redes sociais ficou destacada a imagem de um manifestante ferido, com sangramento no olho.
Região
Em Conselheiro Lafaiete a concentração ocorreu na Praça Barão de Queluz, próximo à Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Os discursos forma centrados em cobranças e críticas ao governo federal. Com palavras de ordem o “Fora Bolsonaro” foi entoado várias vezes, assim como “genocida” e “Nosso grito já é de desespero, não vamos desistir, vamos resistir”.
Balões brancos lembraram as vítimas do Covid e um buzinaço foi feito.

Em Ouro Branco também houve manifestação. Participantes discursaram em favor da vacinação em massa contra o Coronavírus e contra os problemas econômicos que o país enfrenta. O movimento teve organização local da União Juventude e Rebelião (UJR), com apoio do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) e partidos políticos de esquerda.

Uma passeata, guiada por um carro de som, deu uma volta pela avenida Mariza de Souza Mendes, por volta das 10h. Depois os manifestantes ocuparam o canteiro central da avenida, onde foram marcados no chão, espaços que garantiam distância suficiente para evitar a disseminação da Covid-19.
