
A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conselheiro Lafaiete voltou a se reunir com representantes do funcionalismo, principalmente trabalhadores da área de educação, na tarde desta quarta-feira (16/01). Na pauta da reunião esteve o atraso no pagamento de salários dos servidores e 13º. Apesar da informação de que alguns vereadores estariam presentes, nenhum compareceu.
Conforme o presidente da entidade, Valdiney Delmaschio Alves, nas últimas horas não houve avanços concretos a informar aos servidores em torno das negociações para quitação do 13º e do salário de dezembro, que se encontram em atraso. A área econômica do município continua fazendo um levantamento dos recursos eventualmente disponíveis no caixa da prefeitura para avaliar a possibilidade de quitação dos vencimentos: “O que sabemos é que existe uma verba do FUNDEB (Fundo Nacional para o Desenvolvimento do Ensino Básico) no valor de 2 milhões e 400 mil reais, mas o dinheiro se refere ao exercício de 2019. Por isso está se avaliando a legalidade de usar o recurso para pagar dívida referente ao exercício de 2018. O sindicato já propôs que seja usado o dinheiro de que o município disponha para ser pago ao menos um percentual dos valores em atraso igualmente dividido para todos. Porém, segundo a Prefeitura, o sistema informatizado da administração municipal não aceita o percentual e a empresa responsável por operar o programa informou que a realização da alteração demanda algum tempo, razão pela qual o pagamento não poderia ser feito desta forma.”
De acordo com o presidente do sindicato, faltam cerca de 900 mil reais para que a prefeitura consiga quitar parcialmente os salários dos servidores efetivos, ficando de fora os contingentes de segundo e terceiro escalões; ainda assim, os servidores contemplados não receberiam o vale-alimentação, cuja quitação se daria em outra oportunidade.
Diálogo e greve
Durante a reunião e em redes sociais alguns servidores levantaram a hipótese de greve, o que foi num primeiro momento desencorajado pelo sindicalista. “Pedimos à categoria que nos dê tempo até esta sexta-feira para que tentemos solucionar o problema. Se não houver solução, convocaremos assembleia para deliberar se vamos parar ou entramos com ação judicial para bloquear as contas do município até que seja efetuado o pagamento aos servidores. Mas nossa recomendação é de cautela pelo fato de o novo governador ter assumido agora as contas do estado. Não é verdade que o sindicato esteja lidando com a situação de maneira diferente em relação a ocasiões anteriores. É devido a atual conjuntura do país e ao momento de transição vivido pelo estado que o sindicato tem pedido cautela para que a situação se resolva da melhor maneira possível”, afirmou o dirigente.

Valdiney Delmaschio confirmou que a estratégia da presidência do Sindicato dos Servidores Municipais é esgotar todas as estratégias de negociação antes de partir para a greve: “Sempre fui criticado pela Câmara de Vereadores e por vocês jornalistas dizendo que tudo pra mim era a ferro e fogo. Agora, analisando o momento presente, optei por esgotar todas as possibilidades de entendimento. Até porque, se a gente decidir ir pra rua, que estejamos amparados pela lei e com a comunidade ao nosso lado. Afinal, em toda greve quem sai prejudicado são os munícipes. Tudo é fruto de conjunturas e o momento agora é de esgotar as conversações”, posicionou-se o dirigente dos servidores públicos municipais de Lafaiete, em entrevista à jornalista Gina Costa.
